S&P 500 fecha em recorde e futuros sobem, mas Ibovespa cai pelo 8º pregão seguido
Antes do Pregão

S&P 500 fecha em recorde e futuros sobem, mas Ibovespa cai pelo 8º pregão seguido

O S&P 500 encerrou ontem em máxima histórica aos 7.798,99 pontos, puxado pela desaceleração da inflação americana, enquanto o Ibovespa completou a oitava sessão seguida de queda com saída de capital estrangeiro e dólar a R$ 5,19. Nesta sexta, o mercado observa o varejo dos EUA às 9h30 e a Pnad Contínua no Brasil.

O que move os mercados nesta manhã

Os futuros de Nova York operam próximos da estabilidade, com o S&P 500 subindo 0,5% e o Nasdaq avançando 0,4% na pré-abertura, caminhando para a terceira semana seguida de ganhos — o Dow Jones futuro, ao contrário, opera no vermelho. Na Ásia, o pregão fechou sem direção única: o Nikkei subiu 0,59%, a 68.713,80 pontos, puxado por tecnologia, enquanto o Hang Seng recuou 1,10%, a 25.116,85 pontos, e o Taiex caiu 0,46% em Taiwan. Na China continental, Xangai e Shenzhen ficaram praticamente estáveis. Na Europa, os futuros abriram mistos, com o Eurostoxx 50 subindo 0,27%, a 6.145 pontos. O ouro opera perto de US$ 4.350 a onça, e o dólar futuro mantém viés de alta ante o real, com abertura em 5.110 e máxima em 5.147 pontos.

Como fechou o último pregão

Wall Street encerrou ontem em clima de otimismo: o S&P 500 fechou em nova máxima histórica, a 7.798,99 pontos (+0,65%), o Nasdaq subiu 0,81%, a 26.803,03 pontos — maior fechamento em dois meses —, e o Dow Jones avançou 0,13%, a 53.839,99 pontos. O gatilho foi a inflação ao consumidor nos EUA, que desacelerou pelo segundo mês seguido, a 3,4% em julho, reduzindo apostas de alta de juros pelo Fed em setembro. O petróleo também recuou: o Brent fechou em US$ 87,07 o barril (-2,14%) e o WTI em US$ 81,25. O juro da Treasury de 10 anos cedeu para a faixa de 4,65%. No Brasil, o Ibovespa fechou em queda de 0,23%, aos 167.100,95 pontos, oitava sessão negativa consecutiva — a mais longa sequência de perdas desde 2023 —, pressionado pela saída de quase R$ 12 bilhões em capital estrangeiro da B3 até o dia 11 e por balanços fracos da temporada do segundo trimestre. O dólar subiu pela quarta sessão seguida, a R$ 5,19 no fechamento comercial.

Agenda do dia

Às 9h30 (horário de Brasília) saem as vendas no varejo dos Estados Unidos referentes a julho, principal termômetro do consumo das famílias americanas na semana. Na Europa, é dia de divulgação do PIB do segundo trimestre e da balança comercial da Zona do Euro de junho. No Brasil, o destaque fica com a Pnad Contínua trimestral, que traz a taxa de desemprego.

A leitura para o portfólio

O viés é de apetite por risco lá fora: o novo recorde do S&P 500 e o fôlego do Nasdaq tendem a sustentar o IVVB11 e o NASD11 na abertura, na esteira da retomada de ações ligadas a inteligência artificial e da leitura mais branda sobre juros nos EUA. No Brasil, o quadro é oposto — a saída persistente de capital estrangeiro e o dólar em alta tendem a manter o BOVA11 sob pressão, estendendo a sequência negativa que já dura oito pregões. A alta do ouro no exterior é outro ponto de atenção, com viés positivo esperado para o GOLD11. O dado de varejo americano às 9h30 é o principal catalisador da manhã: uma leitura mais fraca reforça a aposta de juros estáveis nos EUA e tende a favorecer ativos de risco; uma surpresa para cima pode inverter o humor e pressionar tanto os futuros de Nova York quanto o dólar por aqui.

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