O que move os mercados nesta manhã
Depois do tombo de ontem, os futuros de Nova York indicam recuperação modesta nesta sexta: o Dow Jones futuro sobe cerca de 25 pontos, enquanto S&P 500 e Nasdaq futuros avançam 0,1%. Na Europa, o Euro Stoxx 50 abre com viés de alta, enquanto CAC e DAX operam sem direção definida. O centro das atenções segue no mercado de juros longos dos Estados Unidos: o rendimento da Treasury de 30 anos ultrapassou 5,30%, e o Tesouro americano anunciou que vai pelo menos dobrar as recompras de títulos entre 10 e 30 anos para tentar conter a pressão — medida que, até aqui, teve efeito limitado. O petróleo segue firme, com o Brent perto de US$ 93 em meio à tensão no Oriente Médio, alimentando o receio de inflação represada.
Como fechou o último pregão
Wall Street fechou ontem no vermelho: o Dow Jones caiu 703,84 pontos (-1,32%), a 52.759,21; o S&P 500 recuou 0,87%, a 7.641,16; e o Nasdaq perdeu 1,00%, a 26.067,17. O movimento foi puxado pela disparada dos juros longos e pela alta do petróleo. Na B3, o cenário foi oposto: o Ibovespa subiu 0,90%, a 167.830 pontos, interrompendo uma sequência de 11 pregões consecutivos de perdas, com força de Petrobras e Vale no rastro de commodities mais firmes. O dólar recuou a R$ 5,17. No mercado de juros local, a curva de DI voltou a subir, com o DI para janeiro de 2028 em 13,945%, ante ajuste anterior de 13,899%, pressionada pelos Treasuries e pelo petróleo. Lá fora, a Treasury de 10 anos avançou 4 pontos-base, a 4,692%, e o ouro acumula alta de 3,6% na semana, no maior patamar desde o início de junho, favorecido pela busca por proteção diante do estresse no mercado de títulos longos.