Juros de 30 anos dos EUA passam de 5,30% e derrubam Wall Street; futuros buscam repique nesta sexta
Antes do Pregão

Juros de 30 anos dos EUA passam de 5,30% e derrubam Wall Street; futuros buscam repique nesta sexta

Wall Street fechou em forte queda ontem depois que o rendimento dos Treasuries de 30 anos superou 5,30% e ofuscou a nova rodada de recompras de títulos longos anunciada pelo Tesouro americano; futuros indicam recuperação modesta nesta sexta, enquanto o Ibovespa vem de alta de 0,90% que interrompeu 11 pregões seguidos de perdas.

O que move os mercados nesta manhã

Depois do tombo de ontem, os futuros de Nova York indicam recuperação modesta nesta sexta: o Dow Jones futuro sobe cerca de 25 pontos, enquanto S&P 500 e Nasdaq futuros avançam 0,1%. Na Europa, o Euro Stoxx 50 abre com viés de alta, enquanto CAC e DAX operam sem direção definida. O centro das atenções segue no mercado de juros longos dos Estados Unidos: o rendimento da Treasury de 30 anos ultrapassou 5,30%, e o Tesouro americano anunciou que vai pelo menos dobrar as recompras de títulos entre 10 e 30 anos para tentar conter a pressão — medida que, até aqui, teve efeito limitado. O petróleo segue firme, com o Brent perto de US$ 93 em meio à tensão no Oriente Médio, alimentando o receio de inflação represada.

Como fechou o último pregão

Wall Street fechou ontem no vermelho: o Dow Jones caiu 703,84 pontos (-1,32%), a 52.759,21; o S&P 500 recuou 0,87%, a 7.641,16; e o Nasdaq perdeu 1,00%, a 26.067,17. O movimento foi puxado pela disparada dos juros longos e pela alta do petróleo. Na B3, o cenário foi oposto: o Ibovespa subiu 0,90%, a 167.830 pontos, interrompendo uma sequência de 11 pregões consecutivos de perdas, com força de Petrobras e Vale no rastro de commodities mais firmes. O dólar recuou a R$ 5,17. No mercado de juros local, a curva de DI voltou a subir, com o DI para janeiro de 2028 em 13,945%, ante ajuste anterior de 13,899%, pressionada pelos Treasuries e pelo petróleo. Lá fora, a Treasury de 10 anos avançou 4 pontos-base, a 4,692%, e o ouro acumula alta de 3,6% na semana, no maior patamar desde o início de junho, favorecido pela busca por proteção diante do estresse no mercado de títulos longos.

Agenda do dia

Nesta sexta-feira, Brasil e Estados Unidos divulgam os PMIs industrial, de serviços e composto, indicadores que ajudam a medir o ritmo da atividade econômica nos dois países e tendem a repercutir ao longo do pregão.

A leitura para o portfólio

A manhã tem viés cauteloso: os futuros sinalizam estabilização depois do tombo de ontem, mas o estresse nos juros longos americanos — com o yield de 30 anos acima de 5,30% mesmo após a ampliação das recompras do Tesouro — segue como principal fonte de ruído para ativos de maior duration. Nesse quadro, o NASD11 tende a sentir mais o peso da alta de juros longos, dado o perfil de crescimento das techs listadas no Nasdaq, enquanto o IVVB11 reflete a recuperação mais moderada apontada pelos futuros do S&P 500. O GOLD11 segue como termômetro da busca por proteção, com o ouro no maior nível desde início de junho. Já o BOVA11 parte de um pregão doméstico positivo, apoiado por Petrobras e Vale e por um câmbio mais estável em R$ 5,17, mas continua exposto à volatilidade do petróleo e ao humor global em torno dos juros — vale observar se o fôlego de ontem se sustenta na abertura.

---
Conteúdo informativo, não constitui recomendação de investimento. Analista responsável: CNPI Nº 261 — Solis Research Ltda.

Este conteúdo é produzido pela FinFocus Research (Solis Research Ltda · CNPJ 57.134.270/0001-02), credenciada pela APIMEC sob o nº 261 e autorizada pela CVM (Res. 20/2021). Não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.