O que ficou da semana
O Ibovespa fechou a sexta-feira em alta de 1,85%, aos 171.031,73 pontos, com bancos e fluxo estrangeiro puxando a recuperação — na semana, o acumulado foi de 2,45%, mas o índice segue no vermelho no mês, com perda de 3,91%. O dólar recuou 1%, para R$ 5,141, e em Nova York o S&P 500 avançou 0,43% enquanto o Dow Jones subiu 1%, em sessão de recuperação com atenção voltada a Nvidia e ao simpósio de Jackson Hole.
A agenda que importa
Na segunda (24/08), o Boletim Focus do Banco Central, às 8h25, dá o primeiro termômetro de expectativas da semana. Na quarta (26/08), o IPCA-15 de agosto, às 9h, mede a inflação corrente no Brasil às vésperas da reunião do Copom de setembro — no mesmo dia, a Nvidia reporta resultados após o fechamento do mercado americano, com receita esperada em torno de US$ 92 bilhões, número capaz de mover o apetite por tecnologia e IA globalmente. Na sexta (28/08), encerra o simpósio de Jackson Hole com o primeiro discurso de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve — a fala mais aguardada do mês para o mercado de juros americano.
Os temas em aberto
O Fed opera sob nova liderança: Kevin Warsh assumiu a presidência em maio e já retirou a orientação futura (forward guidance) dos comunicados do FOMC, tornando as decisões mais dependentes de dados a cada reunião. Seu discurso em Jackson Hole é a primeira oportunidade extensa de o mercado ouvir seu diagnóstico sobre uma inflação ainda em 3,4% ao ano — bem acima da meta de 2%. No Brasil, o ciclo de corte de juros segue em curso: a Selic está em 14% ao ano após o corte de 5 de agosto, e o mercado precifica nova redução de 0,25 ponto, para 13,75%, na reunião de 15 e 16 de setembro. No campo geopolítico, Trump afirmou na sexta esperar avançar para um fim da guerra na Ucrânia em duas semanas, voltando a ameaçar a Rússia com "sanções massivas, tarifas massivas ou ambas" — enquanto Putin segue resistindo a um encontro direto com Zelensky.