O que move os mercados nesta manhã
A Ásia fechou majoritariamente no vermelho nesta quarta-feira, no rastro do juro de 30 anos dos EUA a 5,31% ao ano — o maior nível desde 2007 — e de uma nova rodada de aversão a ações ligadas à inteligência artificial. O Kospi (Coreia do Sul) liderou as perdas, com tombo de 5,80%, a 6.471 pontos. O Nikkei (Japão) recuou 3,16%, a 65.326 pontos, menor nível em duas semanas. Só Hong Kong escapou do movimento: o Hang Seng subiu 0,09%, a 25.495 pontos.
Na Europa, os primeiros negócios também operam no negativo: DAX (Alemanha) e CAC 40 (França) recuam 0,8% cada, e o FTSE MIB (Itália) cai 1%. O bund alemão de 10 anos subiu a 3,25% ao ano, maior nível em 15 anos. Único a escapar da pressão, o FTSE 100 britânico avança 0,07%.
O petróleo segue como fio condutor da aversão a risco: o Brent opera perto de US$ 91 o barril e o WTI em torno de US$ 84, depois de expirar sem acordo o prazo de 60 dias dado pelos EUA ao Irã. O ouro cede para US$ 4.394 a onça, pressionado pelo dólar mais forte.
Como fechou o último pregão
Wall Street fechou ontem no terceiro pregão seguido de perdas: o Nasdaq caiu 1,33%, a 26.289 pontos; o S&P 500 recuou 0,69%, a 7.691 pontos; o Dow Jones cedeu 0,22%, a 53.343 pontos. O movimento foi puxado pela disparada dos juros longos e pelo desconforto com a valorização acumulada das ações de IA.
O Ibovespa também fechou em queda, a 166.784 pontos (-0,09%), na décima sessão seguida no negativo — a maior sequência de perdas em mais de três anos. Pesam sobre a bolsa brasileira a fuga de capital estrangeiro em ano eleitoral, o petróleo em alta, riscos fiscais domésticos e o novo tarifaço dos EUA. O dólar fechou perto de .