Irã mantém Estreito de Ormuz fechado e sustenta petróleo acima de US$ 88 nesta manhã
Antes do Pregão

Irã mantém Estreito de Ormuz fechado e sustenta petróleo acima de US$ 88 nesta manhã

Irã reafirma que o Estreito de Ormuz seguirá fechado e sustenta o petróleo acima de US$ 88; bolsas da Ásia e Europa operam cautelosas, enquanto futuros de Nova York reagem em tom misto ao CPI dos EUA em linha com o esperado.

O que move os mercados nesta manhã

O ponto central da manhã segue sendo o Oriente Médio. O Irã reafirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que os Estados Unidos aceitem suas condições para encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro — por ali passava cerca de 20% do petróleo negociado no mundo antes do conflito, e o tráfego de navios caiu para 6 embarcações por dia, ante uma média histórica de 125 a 140. O impasse mantém a cautela nas bolsas: na Ásia, o Nikkei recuou 0,74% e o Kospi sul-coreano cedeu 0,86%, enquanto Xangai (+0,06%) e Shenzhen (+0,69%) sustentaram leve alta. O rendimento do título japonês de 10 anos subiu a 2,49%, maior nível desde 1997. Na Europa, o DAX chegou a cair 1,4% na abertura e opera com perda de 0,23%; CAC, FTSE MIB e FTSE 100 recuam entre 0,17% e 0,30%. Em Nova York, os futuros reagem em tom misto ao CPI de julho, que desacelerou a 3,4% ao ano (de 3,5% em junho): Dow Jones futuro cede levemente a 53.763 pontos, S&P 500 futuro sobe marginalmente a 7.777 pontos e Nasdaq 100 futuro avança 31 pontos, a 29.889. No radar corporativo, Cisco recua 5,9% e Cerebras despenca 17,4% no pré-mercado após balanços.

Como fechou o último pregão

O Ibovespa encerrou ontem em queda de 0,23%, a 167.491 pontos — sétima sessão consecutiva no negativo. O dólar comercial subiu 0,36%, a R$ 5,179. Lá fora, o petróleo Brent fechou com leve alta de 7 centavos, a US$ 88,98 o barril, sustentado pelo impasse em Ormuz. O ouro avançou 0,59%, a US$ 4.467,50 a onça-troy, novo patamar de máxima, beneficiado pela leitura de inflação americana em linha, que reforçou a aposta de manutenção dos juros pelo Federal Reserve. O rendimento do Treasury de 10 anos seguiu em recuo, próximo de 4,65%.

Agenda do dia

No Brasil, o IBGE divulga às 9h00 as Vendas no Varejo de junho, com expectativa de alta de 0,3% no mês e 2,4% no ano. Nos Estados Unidos, o Bureau of Labor Statistics publica às 9h30 o Índice de Preços ao Produtor (PPI) de julho, termômetro de pressão inflacionária na cadeia produtiva que pode confirmar — ou contestar — a leitura mais branda do CPI desta semana.

A leitura para o portfólio

A manhã combina dois sinais que puxam para lados opostos. De um lado, o conflito no Oriente Médio e o petróleo pressionado tendem a pesar sobre ativos ligados a energia e inflação importada, o que deve se refletir no BOVA11 logo na abertura, em linha com a sequência negativa do Ibovespa. De outro, o CPI americano em linha reduziu o temor de um Fed mais duro, sustentando o apetite por Treasuries e o novo patamar do ouro — cenário que tende a favorecer o GOLD11. Nos EUA, o viés segue levemente mais construtivo para tecnologia, com o Nasdaq 100 futuro em alta marginal, o que pode se refletir no NASD11, enquanto o IVVB11 tende a abrir próximo da estabilidade, acompanhando um S&P 500 futuro também marginal. Com o dólar comercial abrindo a manhã perto de R$ 5,11, o câmbio segue como variável a observar para o custo de importados e para o desempenho relativo de ativos dolarizados no portfólio.

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