O que move os mercados nesta manhã
O ponto central da manhã segue sendo o Oriente Médio. O Irã reafirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que os Estados Unidos aceitem suas condições para encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro — por ali passava cerca de 20% do petróleo negociado no mundo antes do conflito, e o tráfego de navios caiu para 6 embarcações por dia, ante uma média histórica de 125 a 140. O impasse mantém a cautela nas bolsas: na Ásia, o Nikkei recuou 0,74% e o Kospi sul-coreano cedeu 0,86%, enquanto Xangai (+0,06%) e Shenzhen (+0,69%) sustentaram leve alta. O rendimento do título japonês de 10 anos subiu a 2,49%, maior nível desde 1997. Na Europa, o DAX chegou a cair 1,4% na abertura e opera com perda de 0,23%; CAC, FTSE MIB e FTSE 100 recuam entre 0,17% e 0,30%. Em Nova York, os futuros reagem em tom misto ao CPI de julho, que desacelerou a 3,4% ao ano (de 3,5% em junho): Dow Jones futuro cede levemente a 53.763 pontos, S&P 500 futuro sobe marginalmente a 7.777 pontos e Nasdaq 100 futuro avança 31 pontos, a 29.889. No radar corporativo, Cisco recua 5,9% e Cerebras despenca 17,4% no pré-mercado após balanços.
Como fechou o último pregão
O Ibovespa encerrou ontem em queda de 0,23%, a 167.491 pontos — sétima sessão consecutiva no negativo. O dólar comercial subiu 0,36%, a R$ 5,179. Lá fora, o petróleo Brent fechou com leve alta de 7 centavos, a US$ 88,98 o barril, sustentado pelo impasse em Ormuz. O ouro avançou 0,59%, a US$ 4.467,50 a onça-troy, novo patamar de máxima, beneficiado pela leitura de inflação americana em linha, que reforçou a aposta de manutenção dos juros pelo Federal Reserve. O rendimento do Treasury de 10 anos seguiu em recuo, próximo de .