Futuros caem em Wall Street com sanções ao Irã e tarifa de 50% ao Canadá; ouro dispara a US$ 4.641
Antes do Pregão

Futuros caem em Wall Street com sanções ao Irã e tarifa de 50% ao Canadá; ouro dispara a US$ 4.641

Contratos futuros de Nova York operam no vermelho à espera de novas sanções dos EUA ao Irã e após o colapso das negociações comerciais com o Canadá, já sob tarifa de 50%. O ouro sobe a US$ 4.641 a onça com o dólar perto de mínimas de meses, enquanto o petróleo recua de máximas de duas semanas ainda pressionado pelo bloqueio no Estreito de Ormuz.

O que move os mercados nesta manhã

Os futuros de Wall Street operam no vermelho nesta segunda-feira: os contratos do Dow Jones cederam terreno e os do S&P 500 e do Nasdaq recuam 0,2% e 0,7%, respectivamente. Dois fatores dominam a manhã: o colapso das negociações comerciais entre Estados Unidos e Canadá, que já opera sob tarifa de 50% sobre produtos canadenses, e a expectativa de que o governo Trump anuncie hoje novas sanções contra o Irã. Na Ásia, o Xangai Composto fechou em queda de 0,59%, a 3.882 pontos, pressionado pela captação de US$ 10,2 bilhões da Alibaba para investimento em IA e pela oferta pública da fabricante de chips de memória YMTC, de US$ 4,9 bilhões, que acendeu temores de diluição acionária. Os mercados europeus abrem cautelosos, também no aguardo do simpósio de Jackson Hole.

Como fechou o último pregão

Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 1,85%, aos 171.031 pontos, puxado por bancos e Vale, acumulando ganho semanal de 2,45%. O dólar comercial recuou 1%, a R$ 5,141. Em Nova York, os principais índices encerraram a semana passada no negativo. O rendimento da Treasury de 10 anos está em 4,70%. No petróleo, o Brent recua para perto de US$ 93 e o WTI cede abaixo de US$ 86, em realização de lucros após duas semanas de forte alta — mas o prêmio de risco segue sustentado pelo bloqueio no Estreito de Ormuz, por onde o fluxo de petróleo caiu para 4,9 milhões de barris/dia, ante 21,6 milhões no fim de 2025. O ouro à vista sobe 0,8%, a US$ 4.641,27 a onça, com o dólar perto de mínimas de vários meses.

Agenda do dia

No Brasil, o destaque é o Boletim Focus. Nos Estados Unidos, sai o Índice de Atividade Nacional da Fed de Chicago (CFNAI) referente a julho. O mercado também aguarda o detalhamento das novas sanções dos EUA ao Irã. Mais à frente na semana: balanço da Nvidia e o índice de preços PCE de julho saem na quarta-feira, e o simpósio de Jackson Hole começa na quinta, com discurso do presidente do Fed, Kevin Warsh, marcado para sexta-feira.

A leitura para o portfólio

O tom da manhã é de cautela: guerra comercial entre EUA e Canadá, sanções ao Irã e um Oriente Médio ainda com o fornecimento de petróleo estrangulado formam um pano de fundo de aversão a risco que tende a pressionar IVVB11 e, com mais intensidade, NASD11 na abertura em Nova York. O recuo do dólar global e a alta do ouro sustentam o desempenho recente do GOLD11 como proteção contra a instabilidade geopolítica. Por aqui, o BOVA11 chega à abertura embalado pelo fechamento positivo de sexta-feira, mas o humor mais fraco lá fora tende a limitar a continuidade do movimento local logo nos primeiros negócios.

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