O que move os mercados nesta manhã
Os futuros de Wall Street operam no vermelho nesta segunda-feira: os contratos do Dow Jones cederam terreno e os do S&P 500 e do Nasdaq recuam 0,2% e 0,7%, respectivamente. Dois fatores dominam a manhã: o colapso das negociações comerciais entre Estados Unidos e Canadá, que já opera sob tarifa de 50% sobre produtos canadenses, e a expectativa de que o governo Trump anuncie hoje novas sanções contra o Irã. Na Ásia, o Xangai Composto fechou em queda de 0,59%, a 3.882 pontos, pressionado pela captação de US$ 10,2 bilhões da Alibaba para investimento em IA e pela oferta pública da fabricante de chips de memória YMTC, de US$ 4,9 bilhões, que acendeu temores de diluição acionária. Os mercados europeus abrem cautelosos, também no aguardo do simpósio de Jackson Hole.
Como fechou o último pregão
Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 1,85%, aos 171.031 pontos, puxado por bancos e Vale, acumulando ganho semanal de 2,45%. O dólar comercial recuou 1%, a R$ 5,141. Em Nova York, os principais índices encerraram a semana passada no negativo. O rendimento da Treasury de 10 anos está em 4,70%. No petróleo, o Brent recua para perto de US$ 93 e o WTI cede abaixo de US$ 86, em realização de lucros após duas semanas de forte alta — mas o prêmio de risco segue sustentado pelo bloqueio no Estreito de Ormuz, por onde o fluxo de petróleo caiu para 4,9 milhões de barris/dia, ante 21,6 milhões no fim de 2025. O ouro à vista sobe 0,8%, a US$ 4.641,27 a onça, com o dólar perto de mínimas de vários meses.
Agenda do dia
No Brasil, o destaque é o Boletim Focus. Nos Estados Unidos, sai o Índice de Atividade Nacional da Fed de Chicago (CFNAI) referente a julho. O mercado também aguarda o detalhamento das novas sanções dos EUA ao Irã. Mais à frente na semana: balanço da Nvidia e o índice de preços PCE de julho saem na quarta-feira, e o simpósio de Jackson Hole começa na quinta, com discurso do presidente do Fed, Kevin Warsh, marcado para sexta-feira.
A leitura para o portfólio
O tom da manhã é de cautela: guerra comercial entre EUA e Canadá, sanções ao Irã e um Oriente Médio ainda com o fornecimento de petróleo estrangulado formam um pano de fundo de aversão a risco que tende a pressionar IVVB11 e, com mais intensidade, NASD11 na abertura em Nova York. O recuo do dólar global e a alta do ouro sustentam o desempenho recente do GOLD11 como proteção contra a instabilidade geopolítica. Por aqui, o BOVA11 chega à abertura embalado pelo fechamento positivo de sexta-feira, mas o humor mais fraco lá fora tende a limitar a continuidade do movimento local logo nos primeiros negócios.
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Conteúdo informativo, não constitui recomendação de investimento. Analista responsável: CNPI Nº 261 — Solis Research Ltda.