O fato
Os democratas vão controlar as duas Casas do Congresso dos EUA. A apuração das eleições de meio de mandato de terça-feira, 3 de novembro, ainda não terminou, mas as projeções divulgadas nesta quarta-feira, 4 de novembro, dão ao partido maioria na Câmara (a linha é de 218 cadeiras) e ao menos 54 das 100 cadeiras do Senado. Trump disse que vai aceitar o resultado.
O mercado global gostou. Em Nova York, no início do pregão, o S&P 500 subia 1,16%, o Dow Jones 1,90% e o Nasdaq 1,21%. Por aqui, às 11h38, o Ibovespa marcava 167.234 pontos, em alta de 1,03%. O dólar recuava para cerca de R$ 5,46.
Por que importa
Com o Congresso na oposição, Trump perde margem para ampliar gastos e cortar impostos sem contrapartida. Para o mercado americano, isso significa menos risco de déficit maior e menos títulos públicos emitidos. O rendimento do título de 10 anos caiu 5 pontos-base, para 4,91%, e o índice do dólar (DXY) recuava 0,6%, a 101,25.
Dólar mais fraco no mundo abre espaço para moedas emergentes, e o real acompanha. O petróleo também cede: o Brent caía 1,21%, a US$ 102,30, com o mercado avaliando se um Congresso democrata pressiona a Casa Branca na guerra com o Irã. Analistas lembram que, enquanto o conflito continuar, os juros americanos devem seguir altos.
O alívio chega num momento frágil para o Brasil. O Ibovespa vinha de seis quedas seguidas e fechou a terça-feira em cerca de 165,5 mil pontos, menor nível desde janeiro, pressionado pela preocupação com as contas públicas.