O que move os mercados nesta manhã
A Ásia fechou mista nesta madrugada: o Xangai subiu 0,05%, a 3.869 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 1% em realização de lucros nas techs. Na Europa, os principais índices abriram no vermelho — DAX (-0,78%), Euro Stoxx 50 (-0,56%), CAC 40 (-0,45%), Ibex 35 (-0,20%) e FTSE 100 (-0,12%) —, refletindo cautela diante da decisão de juros do Banco Central Europeu e da nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. O vetor dominante da manhã é o petróleo: o Brent opera acima de US$ 96 o barril e o WTI abriu perto de US$ 82,56, após o fim do cessar-fogo entre Washington e Teerã reacender o risco de disrupção no Estreito de Ormuz. A alta da commodity vem pressionando o rendimento do Treasury de 10 anos, que subiu a 4,66%, perto da máxima em dois meses, e mantém o ouro represado acima de US$ 4.000 a onça, sem força para novo avanço mesmo com o risco geopolítico em alta.
Como fechou o último pregão
Wall Street fechou em alta na quarta-feira (22): o S&P 500 subiu 0,9%, a 7.509,20 pontos; o Nasdaq avançou 1,3%, a 25.837,21, puxado por um salto de 5,2% no índice de semicondutores (SOX); o Dow Jones somou 0,7%, a 52.224,64 pontos — ganhos que resistiram às tensões no Oriente Médio. No Brasil, o Ibovespa avançou 2,44%, a 177.547 pontos, com Vale e Petrobras à frente do movimento, esta última favorecida pela alta do petróleo. O dólar recuou 0,42%, fechando a R$ 5,0526.
Agenda do dia
O evento central é a decisão de juros do BCE, esperada por volta das 9h15 (BRT), seguida da coletiva de Christine Lagarde às 9h45; o mercado projeta manutenção da taxa de depósito em 2,25%, com atenção ao tom sobre o impacto do conflito no Irã sobre a inflação. Nos EUA, sai o PMI composto (prévia) da S&P Global de julho, primeiro termômetro de atividade após a escalada no Oriente Médio. O mercado também segue digerindo os balanços de Tesla e Alphabet, divulgados após o fechamento de ontem.
A leitura para o portfólio
O quadro da manhã é de cautela mista. O petróleo em alta tende a favorecer ativos ligados a commodities e o real, o que pode sustentar o BOVA11 na abertura — mas o mesmo movimento eleva o custo de capital global via juros mais longos, fator que tende a limitar o fôlego de IVVB11 e NASD11, mesmo após o rali de semicondutores em Nova York. O GOLD11 segue sem tração, represado pelos juros altos apesar do pano de fundo geopolítico. Com o BCE no centro das atenções e o conflito no Irã ainda no radar, o dia pede acompanhar a reação em tempo real do petróleo e as declarações de Lagarde antes de qualquer leitura mais definitiva sobre o viés de curto prazo.
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Conteúdo informativo, não constitui recomendação de investimento. Analista responsável: CNPI Nº 261 — Solis Research Ltda.