Ataque a petroleiro em Ormuz eleva Brent a US$ 90,69 e derruba futuros em Nova York antes de Alphabet e Tesla
Antes do Pregão

Ataque a petroleiro em Ormuz eleva Brent a US$ 90,69 e derruba futuros em Nova York antes de Alphabet e Tesla

Um novo ataque a um navio-tanque no Estreito de Ormuz elevou o petróleo Brent a US$ 90,69 nesta manhã, derrubando os futuros em Wall Street e ampliando a cautela global às vésperas dos balanços de Alphabet e Tesla, esperados após o pregão de hoje.

O que move os mercados nesta manhã

Abrimos o dia sob o peso de um novo incidente no Estreito de Ormuz: um navio-tanque foi atacado perto de Omã, e a Guarda Revolucionária do Irã assumiu a autoria. O episódio reforça a tensão entre Estados Unidos e Irã, que já reduziu o tráfego marítimo na rota em quase 50% (127 embarcações na semana encerrada em 19/07) e levou o Goldman Sachs a alertar que o Brent pode ultrapassar US$ 120 no quarto trimestre caso os bloqueios persistam.

Na Ásia, o pregão de quarta-feira fechou misto: o Nikkei recuou 0,2%, a 66.115,60 pontos, e o Hang Seng também cedeu, enquanto Kospi e o mercado australiano avançaram. Na Europa, já em pregão, o quadro segue dividido — Ibex 35 (-0,65%) e Euro Stoxx 50 (-0,45%) recuam, enquanto o DAX (+0,14%) resiste, com atenção voltada à decisão do BCE amanhã e à temporada de balanços. Nos futuros de Nova York, o clima é de cautela: contratos do S&P 500 recuam 0,3%, os do Nasdaq-100 caem 0,7% — a maior queda entre os principais índices — e os do Dow Jones perdem 0,1%, pressionados pela alta do petróleo e por novas tarifas, horas antes dos balanços de Alphabet e Tesla, esperados após o fechamento de hoje.

Como fechou o último pregão

Wall Street fechou terça-feira (21/07) em alta generalizada, puxada por semicondutores: o S&P 500 subiu 0,89%, a 7.509,20 pontos; o Nasdaq avançou 1,29%, a 25.837,21 pontos; e o Dow Jones somou 0,74%, a 52.224,64 pontos. No Brasil, o Ibovespa praticamente andou de lado, com leve baixa de 0,03%, aos 173.325 pontos, e volume de R$ 18,11 bilhões — no ano, acumula alta de 7,57%. O dólar recuou 0,31%, fechando a R$ 5,073. No exterior, o petróleo já refletia a escalada no Golfo: o Brent subiu 1,66%, a US$ 90,69 o barril, e o WTI avançou 1,65%, a US$ 84,60. O ouro fechou em alta de 1,51%, a US$ 4.076,40 a onça-troy, sustentado pela busca por proteção mesmo com os juros dos Treasuries em patamar elevado.

Agenda do dia

No Brasil, o Banco Central divulga às 14h30 o fluxo cambial semanal. Nos Estados Unidos, o destaque fica por conta dos balanços de Alphabet e Tesla, após o fechamento do pregão. O mercado também já se posiciona para a reunião do Fed de 28 e 29 de julho, com preços apontando manutenção da taxa de juros. Amanhã, o BCE anuncia sua decisão de política monetária.

A leitura para o portfólio

O tom da manhã é de cautela, com o petróleo funcionando como termômetro do risco geopolítico. A tendência é de abertura mais fraca para os ativos ligados a Nova York — o que tende a pressionar o IVVB11 e, com mais intensidade, o NASD11 na abertura. O BOVA11 tende a refletir esse ambiente misto, com o peso de Petrobras no índice podendo amortecer parte da pressão externa. Já o GOLD11 segue como termômetro da aversão a risco, acompanhando a resiliência do ouro mesmo com os juros americanos elevados. Vale observar se a tensão em Ormuz escala ao longo do dia — é o fator com maior potencial de redefinir o humor do mercado até o fechamento.

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