O que move os mercados nesta manhã
O mercado global opera em compasso de espera nesta quarta-feira, 12 de agosto, à espera do CPI de julho dos Estados Unidos, às 9h30 (BRT). Os futuros de Nova York estão praticamente estáveis, e a Ásia fechou de forma mista: o Kospi, da Coreia do Sul, avançou mais de 4%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, recuou cerca de 1%, a 25.401 pontos. Na Europa, os principais índices abrem em leve alta, com o DAX subindo 0,15% e o Euro Stoxx 50 ganhando 0,26%. O petróleo Brent segue em alta, cotado acima de US$ 89,78 o barril, pressionado pela incerteza sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, rota que concentra parcela relevante do fluxo global de petróleo. O ouro recua 0,70%, a US$ 4.371 a onça, e o rendimento da Treasury de 10 anos cede a 4,696%, refletindo cautela antes do dado de inflação americano.
Como fechou o último pregão
Wall Street fechou em queda ontem, terça-feira, pressionada pela alta do petróleo e pela falta de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O S&P 500 recuou 0,32%, a 7.728,20 pontos; o Nasdaq cedeu 0,60%, a 26.445,45 pontos; e o Dow Jones caiu 0,34%, a 53.791,85 pontos. No Brasil, o Ibovespa teve o pior fechamento desde 20 de janeiro: queda de 2,50%, a 167.874 pontos, pressionado pela alta dos juros futuros, por sinais de resistência na inflação de serviços — mesmo com o IPCA desacelerando a 0,07% no mês — e pela cautela em torno da corrida eleitoral. O dólar fechou em alta de 0,98%, a R$ 5,1606.
Agenda do dia
O evento central é o CPI americano de julho, às 9h30 (BRT), com o mercado projetando desaceleração da inflação anual para 3,4%, ante 3,5% em junho. Também saem hoje o estoque semanal de petróleo bruto nos EUA, às 11h30 (BRT), e o balanço orçamentário do Tesouro americano, às 15h. No Brasil, a Confiança do Consumidor Reuters/Ipsos sai ao meio-dia, e o Banco Central divulga o fluxo cambial às 14h30.
A leitura para o portfólio
O tom da manhã é de cautela, não de aversão a risco: o mercado global deve manter movimento lateral até a divulgação do CPI às 9h30. A alta persistente do petróleo tende a favorecer ativos ligados a commodities, ao mesmo tempo em que pressiona setores sensíveis a custo de energia. No Brasil, o cenário é mais desafiador — com o Ibovespa no menor nível desde janeiro e o dólar em alta, o BOVA11 tende a abrir sob pressão, refletindo o prêmio de risco elevado por juros futuros e ruído eleitoral. Lá fora, IVVB11 e NASD11 devem espelhar a cautela pré-CPI dos futuros americanos, com viés lateral até a divulgação do dado. O recuo do ouro nesta manhã, ainda que moderado, tende a limitar o impulso do GOLD11, mesmo com a tensão geopolítica no Oriente Médio mantendo um prêmio de segurança no metal.
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Conteúdo informativo, não constitui recomendação de investimento. Analista responsável: CNPI Nº 261 — Solis Research Ltda.