O que move os mercados nesta manhã
O barril voltou a ser o centro das atenções depois que os Estados Unidos retomaram ataques contra alvos iranianos e reimpuseram sanções ao petróleo do país, encerrando na prática o acordo de paz costurado poucas semanas antes. O Brent opera na casa de US$ 84,65 e o WTI perto de US$ 79,36, ambos sustentados pela tensão no Estreito de Hormuz. Na Ásia, a sessão fechou majoritariamente positiva: o Kospi sul-coreano saltou 6,2%, a 7.284,41 pontos, recuperando a liquidação recente em semicondutores, e o Nikkei avançou 1,3%, a 68.613,89. Já o Xangai recuou 0,2%, a 3.957,79 pontos, depois que a China reportou PIB de 4,3% no segundo trimestre, ritmo mais fraco que os 5% do primeiro. Os Treasuries de 10 anos seguem perto de 4,62%, e o ouro seu patamar de hedge geopolítico próximo a US$ 4.140,80 a onça.
Como fechou o último pregão
O Ibovespa fechou ontem em alta de 0,51%, a 176.641,10 pontos, com giro financeiro de R$ 22,1 bilhões, embalado pelo CPI americano de junho, que subiu 3,5% na comparação anual — abaixo dos 3,8% projetados e do 4,2% de maio, puxado pela queda da gasolina. O dado fez a probabilidade de alta de juros do Federal Reserve na próxima reunião recuar de 41,7% para 16,6%, segundo o CME FedWatch, elevando a chance de manutenção da taxa em 3,50%–3,75% para 83,4%. O presidente do Fed, Kevin Warsh, no entanto, evitou sinalizar vitória contra a inflação. O dólar fechou o pregão de ontem cotado a R$ 5,07, menor nível em um mês.