O que ficou da semana
O Ibovespa fechou a sexta-feira (25/9) em queda de 0,27%, aos 183.476,86 pontos, a segunda semana seguida de perdas, pressionado por Petrobras em meio à escalada no Estreito de Ormuz. Wall Street andou na direção oposta: o S&P 500 subiu 0,51%, a 7.743,41 pontos, o Dow Jones avançou 0,93%, a 51.828,62 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,48%, a 27.068,72 pontos — alívio pontual com a queda do petróleo e expectativa de trégua entre EUA e Irã. O dólar recuou 0,23%, para R$ 5,181. Pano de fundo mais amplo: o Fed elevou os juros em 16/9 para 3,75%–4,00% ao ano, primeira alta desde 2023, e 16 dos 18 dirigentes já sinalizam pelo menos mais um aumento neste ano.
A agenda que importa
Segunda (28/9): Boletim Focus, relatório da dívida pública federal e sondagem industrial da FGV — termômetro de expectativas para taxa de juros e atividade.
Terça (29/9): PNAD Contínua (desemprego), Caged e IGP-M no Brasil; JOLTS nos EUA (vagas em aberto de agosto), primeiro sinal sobre o aperto do mercado de trabalho americano que alimenta a decisão do Fed.
Quarta (30/9): ADP (emprego privado dos EUA) e o PCE — o índice de inflação preferido do Federal Reserve, com projeções de aceleração do núcleo para 2,9%, ante 2,8%.
Sexta (2/10): produção industrial no Brasil e o payroll americano de setembro — o dado mais aguardado da semana, capaz de reforçar ou esvaziar a aposta em nova alta de juros do Fed em 28 de outubro.
Os temas em aberto
Fed em viés de alta. Depois do payroll forte de agosto, o mercado precifica cerca de 40% de chance de novo aumento de 0,25 p.p. na reunião de 27–28 de outubro — um cenário oposto ao de corte de juros que prevalecia até meses atrás.
Ormuz sem trégua. Neste sábado (26/9), Trump rejeitou publicamente a proposta iraniana de reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias em troca da liberação de US$ 12 bilhões em ativos congelados e suspensão de sanções ao petróleo. Os contatos continuam, mas sem acordo — e o Brent seguia perto de o barril na sexta.