O que ficou da semana
O Ibovespa fechou a sexta-feira (17/07) praticamente estável, com leve queda de 0,06%, aos 173.714 pontos, mas acumulou perda de 2,33% na semana, pressionado pela aversão a risco global e pela queda das techs americanas. O dólar subiu 0,25%, para R$ 5,1109. Nos EUA, o S&P 500 recuou 1,01%, a 7.457,69 pontos. O petróleo Brent foi na direção oposta: saltou 4,59% na sexta, para US$ 88,10 o barril, refletindo a escalada militar no Oriente Médio.
A agenda que importa
Quarta-feira (22/07) — entra em vigor a tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros, além dos resultados do 2T26 de WEG e da Tesla. É o primeiro teste real de como o comércio bilateral absorve a nova alíquota.
Quinta-feira (23/07) — decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE), PMIs preliminares de Alemanha e Zona do Euro, e pedidos de auxílio-desemprego nos EUA. Termômetro do fôlego da economia europeia e do mercado de trabalho americano.
Sexta-feira (24/07) — sai a conclusão da investigação Seção 301 dos EUA sobre suposto trabalho escravo na cadeia da carne brasileira. O risco: uma tarifa adicional de 12,5% pode se somar aos 25% já em vigor, levando a sobretaxa total a 37,5% sobre parte das exportações do Brasil. Não há reunião do Copom nem do Fed nesta semana.
Os temas em aberto
Guerra Irã-EUA-Israel: os EUA atacaram o Irã pela oitava noite consecutiva no sábado (18/07), incluindo a cidade de Sirik. No mesmo dia, o Irã reivindicou ataques com drones contra bases americanas no Kuwait. Na madrugada de domingo (19/07), o Irã denunciou um ataque dos EUA à usina nuclear em construção de Darkhovin. Teerã suspendeu os compromissos do acordo fechado há um mês, e a escalada — retomada em 7 de julho após o colapso do cessar-fogo — segue sem sinal de trégua.