O que ficou da semana
O Ibovespa fechou sexta-feira em alta de 2,97%, aos 177.866 pontos — melhor pregão desde 23 de março e maior nível desde maio —, levando o saldo da semana a +2,18%. O gatilho foi o IPCA de junho, que veio a 0,16%, bem abaixo da mediana de mercado (0,31%) e da alta de 0,58% em maio, com o índice acumulando 3,36% no ano e 4,64% em 12 meses. O dólar recuou para R$ 5,108 (-0,31%), menor fechamento desde 16 de junho. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,42%, a 7.575,25 pontos (+1,23% na semana). No fim de semana, o Irã rompeu a trégua de 60 dias firmada em 17 de junho: os EUA atingiram 140 alvos militares iranianos na terceira rodada de ataques da semana, e Teerã revidou contra bases americanas no Bahrein, Kuwait, Jordânia e Catar, com o tráfego no Estreito de Hormuz interrompido. O Brent fechou a semana perto de US$ 76/barril (+5% na semana), após ter superado momentaneamente US$ 80.
A agenda que importa
Terça (14/7): núcleo do CPI de junho nos EUA — e abertura da temporada de balanços, com JPMorgan, Goldman Sachs, Bank of America, Wells Fargo e Citigroup reportando antes da abertura.
Quarta (15/7): núcleo do PPI de junho nos EUA; Pesquisa Mensal de Serviços de maio no Brasil; e o prazo legal para a decisão dos EUA sobre a tarifa de 25% a produtos brasileiros.
Sexta (17/7): IGP-10 de julho e IBC-Br de maio no Brasil, insumos diretos para o Copom de agosto.
Os temas em aberto
Tarifaço Brasil-EUA: Trump anunciou em 1º de junho tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, somada a adicional de 12,5% para 60 países por trabalho forçado. O USTR Jamieson Greer afirma que a decisão sai "muito em breve"; Brasília já trata o tarifaço como "praticamente inevitável" e concentra esforços em negociar exceções antes do prazo de quarta.