O que ficou da semana
A última sexta-feira (23) marcou o fechamento que antecedeu o segundo turno da eleição presidencial. O Ibovespa encerrou em 205.082,56 pontos, com alta de 0,47%, mas recuou 0,17% na semana — mesmo assim, acumula ganho de 10,06% em outubro e de 27,28% em 2026. O dólar fechou abaixo de R$ 5, em torno de R$ 4,99 (-0,92% no dia, -1,58% na semana), empurrado pelo IPCA-15 de outubro, que veio abaixo do esperado. No exterior, o petróleo seguiu pressionado por risco de oferta — tensões no Oriente Médio e ataques a infraestrutura energética russa. Entre as ações, CSN (CSNA3) liderou as altas com 12,41%, seguida por Usiminas (USIM5, 4,74%) e Natura (NATU3, 4,50%).
A agenda que importa
A semana abre com a reação do mercado ao resultado do segundo turno, apurado ao longo deste domingo — o primeiro teste de câmbio e bolsa após a definição das urnas. Na quarta-feira (28), o Federal Reserve anuncia sua decisão de juros, com comunicado por volta das 15h (BRT) e coletiva de Jerome Powell na sequência; Microsoft e Alphabet divulgam balanços no mesmo dia, após o fechamento de Nova York. Na quinta (29), Vale (VALE3) e Amazon reportam os resultados do terceiro trimestre — a Vale faz teleconferência na sexta (30), às 11h (BRT).
Os temas em aberto
A eleição é o fio solto mais sensível: até o fechamento desta edição, a apuração oficial do TSE ainda estava em curso, com Lula à frente na contagem parcial, enquanto mercados de aposta como a Polymarket precificavam favoritismo de Flávio Bolsonaro — um desalinhamento que deve se resolver só na virada da noite deste domingo e chegar à mesa de operações já decidido na segunda. No front externo, o Fed chegou a julho mantendo a faixa de juros, mas com votos dissidentes a favor de alta — a reunião de quarta deve indicar se o comitê segue dividido. E o petróleo mantém o componente geopolítico como variável de risco para a inflação local, com o conflito no Oriente Médio ainda sem desfecho.