O que move os mercados nesta manhã
O Kospi, da Coreia do Sul, saltou mais de 16% nesta madrugada — a maior alta diária da história do índice — puxado por um resultado da Amazon que reacendeu o apetite por ações ligadas a inteligência artificial. Samsung Electronics subiu 24,8% e a fabricante de chips de memória SK Hynix avançou 27,8%, revertendo perdas que a semana havia registrado com o temor de uma bolha em IA. O Nikkei japonês somou entre 3,5% e 5,5%, renovando máxima histórica aos 65.282 pontos, favorecido pela manutenção da taxa básica em 1,0% pelo Banco do Japão e pela alta de SoftBank (+15%) e Tokyo Electron (+11%).
Nos Estados Unidos, os futuros do Nasdaq 100 avançam 1,38% e os do S&P 500, 0,57%. A Amazon subiu mais de 12% no after-market de quinta (30) após a AWS registrar o crescimento mais rápido em 18 trimestres. Na direção oposta, a Apple recuou cerca de 6% no pós-mercado, pressionada por vendas fracas na China e receita de serviços aquém do esperado. O VIX, termômetro do medo em Wall Street, recuou mais de 17%, a 17,09 pontos, sinalizando alívio da volatilidade que marcou a semana.
Como fechou o último pregão
O Ibovespa fechou a quinta-feira (30) em alta de 1,88%, aos 177.158 pontos, impulsionado por Petrobras, Vale e bancos, revertendo a queda da véspera. O giro financeiro somou R$ 22,7 bilhões; no mês, o índice acumula ganho de 2,98%, e no ano, de 9,95%. O dólar recuou 0,95% ante o real, a R$ 5,062.
Em Nova York, o rendimento do Treasury de 10 anos encerrou em , e o índice DXY do dólar cedeu , a pontos — movimento coerente com a decisão do Federal Reserve, que na quarta-feira (29) manteve os juros na faixa de pela quinta vez seguida, em votação dividida (3 dos 12 membros defenderam alta de 0,25 ponto). O PCE de junho, divulgado na quinta, veio em linha com o esperado: alta de em 12 meses no índice cheio e de no núcleo. O ouro operava perto de a onça, e o petróleo Brent, perto de o barril, pressionado por tensões no Estreito de Ormuz.