O que move os mercados nesta manhã
A Ásia amanheceu em modo de realização de lucro nos semicondutores. O Kospi (Coreia do Sul) tomba 6,3%, com Samsung Electronics caindo 6,8% e SK Hynix recuando 9,89%. O Nikkei 225 perde 2,98% e rompe o piso de 67 mil pontos. Só o Hang Seng escapa da onda, com alta de 1,85%.
O gatilho é contraintuitivo: a TSMC, maior fabricante de chips por contrato do mundo, divulgou lucro líquido recorde no segundo trimestre, de US$ 40,2 bilhões em receita (+36% na comparação anual) e lucro 77,4% maior, com a computação de alto desempenho ligada a IA respondendo por 66% do faturamento. Mesmo assim, o mercado vendeu o resultado — sinal de que as valuations do setor já embutiam números fortes, e a região agora reavalia o quanto do rali de IA ainda cabe no preço.
Na Europa, o quadro é misto: Euro Stoxx 50 e Ibex 35 sobem de leve, enquanto DAX, CAC 40 e FTSE 100 operam no vermelho, em meio à tensão no Oriente Médio e ao início da temporada de balanços. Nos futuros de Nova York, o contágio dos chips aparece: S&P 500 futuro cai 0,1%, Nasdaq 100 futuro recua 0,27% e Dow futuro perde 0,08%, com Nvidia (-1,18%), Micron (-2,65%), AMD (-2,27%) e Broadcom (-1,14%) no vermelho no pré-mercado.
Como fechou o último pregão
Em Nova York, ontem foi dia de alta: S&P 500 subiu 0,38%, a 7.572,40 pontos; Nasdaq Composite avançou 0,62%, a 26.269,23 pontos; Dow Jones ganhou 0,29%, a 52.658,64 pontos — impulsionados por um CPI de junho que trouxe o primeiro recuo mensal do núcleo em mais de seis anos.
No Brasil, o Ibovespa fechou em queda de 0,36%, aos 176.010,90 pontos, giro financeiro de R$ 39,8 bilhões, na contramão de Nova York. O motivo veio à noite: o governo dos EUA confirmou a tarifa adicional de 25% sobre cerca de 4.200 produtos brasileiros (~US$ 15 bilhões em exportações), com carne bovina e café isentos.