O que move os mercados nesta manhã
O Kospi, da Coreia do Sul, fechou a sessão desta terça-feira com queda de 10,84%, a 6.023,66 pontos — a maior baixa em mais de quatro meses. O tombo veio de uma liquidação pesada em ações de chips: Samsung Electronics recuou 13,39% e SK Hynix, 14,65%, na esteira de temores de que o ciclo de investimento em inteligência artificial esteja formando uma bolha e de que fabricantes chineses de chips ganhem espaço frente aos líderes globais. O Nikkei japonês, também pressionado por papéis de semicondutores, cedeu 3,95%, a 62.364,92 pontos, e o Taiex de Taiwan caiu 4,65%, com a TSMC em baixa de 2,98%. Na contramão, o Hang Seng de Hong Kong subiu 0,41%.
O contágio chegou à Europa e aos futuros de Nova York. Os principais índices europeus abriram mistos — CAC 40 (+0,67%), DAX (+0,30%, a 25.500 pontos) e FTSE 100 (+0,08%) avançam, mas o Stoxx 600, mais amplo e com maior peso em tecnologia, é esperado em queda de 0,17%. Nos EUA, os futuros do Nasdaq 100 recuam 0,73% por conta da venda de chips na Ásia, enquanto o S&P 500 futuro cede 0,1% e o Dow futuro sobe 0,16%.
De fundo, o dólar (DXY) opera perto da máxima em um mês, com o mercado à espera da decisão do Federal Reserve amanhã, quarta-feira. O rendimento da T-Note de 10 anos está em 4,62%. O ouro segue acima de US$ 4.030 a onça, resistindo mesmo com juros e dólar mais altos. O petróleo Brent abre a US$ 85,38 e o WTI a US$ 86,00, aliviados pela trégua nas tensões entre EUA e Irã no Oriente Médio.
Como fechou o último pregão
O Ibovespa fechou ontem, segunda-feira, em alta de 0,74%, aos 175.334 pontos, puxado por bancos e Vale — Petrobras destoou, com queda de quase 3%. O volume financeiro somou R$ 19,18 bilhões; no ano, o índice acumula alta de 8,82%. O dólar à vista subiu 0,62%, encerrando a R$ 5,113. Em Nova York, o Dow Jones avançou cerca de 260 pontos (+0,5%) e o S&P 500 teve leve ganho, favorecido pelo recuo do petróleo após a pausa no conflito no Oriente Médio.