O que move os mercados nesta manhã
Dois choques simultâneos comandam a sessão asiática e definem o humor da manhã. Japão e Estados Unidos realizaram uma intervenção cambial conjunta para sustentar o iene — a primeira ação coordenada dos dois países no câmbio desde 2011 —, com o Federal Reserve de Nova York operando em nome do Tesouro americano. O dólar recuou de cerca de 158,9 para 157,6 ienes, e o susto derrubou as bolsas da região: o Nikkei cedeu 1%, prejudicado pela apreciação súbita da moeda, que pesa sobre exportadoras; o KOSPI sul-coreano tombou 3,6%, após um julho catastrófico em que acumulou perdas de 22%; o MSCI Ásia-Pacífico ex-Japão recuava 1%. Paralelamente, o petróleo recua diante da pausa anunciada por Donald Trump a um ataque iminente contra o Irã, em busca de um acordo rápido sobre o programa nuclear iraniano — o WTI cai 4,6%, para perto de US$ 80,80 o barril, ante fechamento anterior de US$ 84,67. Na Europa, o clima é outro: DAX sobe 0,94%, Ibex 0,75%, CAC 40 0,67% e Euro Stoxx 50 0,53%, com o FTSE 100 como exceção (-0,12%). Nos futuros de Nova York, S&P 500 avança 0,4% e Nasdaq, 0,6%.
Como fechou o último pregão
Na sexta-feira (31), Wall Street encerrou um julho volátil em alta: o S&P 500 subiu 0,7%, a 7.489,72 pontos; o Dow Jones avançou 0,5%, a 52.485,03; e o Nasdaq saltou 1%, a 25.373,85, puxado pelo balanço acima do esperado da Amazon, enquanto a Apple recuou após projeção de receita fraca. Os juros das Treasuries de 10 anos seguiam perto de 4,73%–4,75%, maior patamar desde janeiro de 2025, com o mercado de renda fixa precificando inflação mais persistente. No Brasil, o Ibovespa fechou a sexta-feira com alta de 0,47%, aos 177.999 pontos, acumulando ganho de 2,27% na semana e de 3,47% em julho — encerrando uma sequência de quatro meses de perdas —, impulsionado pela disparada de 13,3% das units do Santander Brasil (SANB11) após a proposta de OPA do Santander Espanha. O dólar era cotado nesta manhã a , após abertura a R$ 5,0588.