O fato
O governo federal publicou nesta sexta-feira (11/09), em edição extra do Diário Oficial, a Medida Provisória 1.391, que autoriza subvenção econômica de R$ 1 por litro a produtores e importadores de diesel. A MP havia sido assinada pelo presidente Lula na quarta-feira (9/09), junto com um decreto que reduz em R$ 0,63 por litro o PIS/Cofins da gasolina e zera a tributação sobre o etanol hidratado (corte de R$ 0,19 por litro). O impacto fiscal combinado é estimado em R$ 7 bilhões por mês. As medidas valem até 5 de outubro — véspera do primeiro turno das eleições — e respondem à escalada do petróleo Brent, negociado a US$ 104,61 o barril na sexta-feira, após o agravamento do conflito no Oriente Médio e o risco de bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da oferta mundial. Somadas às intervenções feitas entre março e agosto (R$ 25 bilhões), as medidas elevam para R$ 37,5 bilhões o custo fiscal de conter o preço dos combustíveis em 2026.
Por que importa
O mecanismo é direto: petróleo mais caro pressiona o preço da gasolina e do diesel na bomba, e combustível tem peso relevante no IPCA — represar esse repasse é hoje a principal ferramenta do governo para conter a inflação ao consumidor sem mexer em juros. O custo dessa escolha aparece no lado fiscal: cada mês de subsídio soma ao resultado primário justamente no momento em que o mercado observa com atenção o cumprimento da meta fiscal. A validade das medidas até a véspera da eleição também não é acidental — reduz o risco de repasse de preços ao consumidor num período politicamente sensível, mas deixa em aberto o que acontece com o preço dos combustíveis a partir de outubro, caso o cenário externo continue tenso.
Como a semana fechou
O Ibovespa encerrou a sexta-feira (11/09) em alta de 1,42%, aos 188.629 pontos — quarta semana seguida de ganhos e o fechamento mais forte em quatro meses, puxado por bancos (Bradesco +3,9%, Banco do Brasil +2,8%, Itaú +1,8%). O desempenho destoou de Nova York: o S&P 500 caiu 0,58% e o Nasdaq recuou 0,65% na sexta. O dólar subiu , fechando a semana cotado a . Na leitura em ETFs da B3, o movimento da semana favoreceu o , com peso relevante de bancos e Petrobras — sensível tanto ao ciclo doméstico quanto ao petróleo —, enquanto e replicam a sessão mais fraca dos índices americanos na sexta.