O que é
Tesouro Prefixado é um título público federal em que você sabe, já no dia da compra, exatamente qual será a taxa de juros paga até o vencimento. É diferente do Tesouro Selic, que segue a taxa básica de juros, e do Tesouro IPCA+ (atrelado ao IPCA, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial do país), cujo rendimento varia conforme os preços sobem. No prefixado, a taxa fica travada: combinada no momento da compra e válida até o fim.
Como funciona na prática
Ao comprar, você paga um preço e o título promete devolver um valor fixo no vencimento — por exemplo, R$ 1.000,00 numa data futura. O seu ganho é a diferença entre o que você pagou e o que vai receber, e essa diferença já está definida desde o início. É como um financiamento de taxa fixa: a parcela não muda, suba ou desça a Selic depois.
A taxa trava, mas o preço do título no mercado secundário continua se mexendo todo dia, porque reflete o que os investidores esperam da Selic dali para frente. Se a Selic sobe depois da sua compra, o preço do seu título cai (você travou uma taxa que ficou menos atraente). Se a Selic cai, o preço sobe. Isso só importa de verdade para quem vende antes do vencimento — quem carrega o título até o fim recebe exatamente a taxa combinada, independentemente do que acontecer no caminho.
Um exemplo com números
Em 3 de setembro de 2026, o Tesouro Prefixado com vencimento em 2029 pagava 13,86% ao ano, um pouco abaixo da Selic, que estava em 14,00% ao ano — patamar definido pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) em 5 de agosto de 2026. A diferença não é acaso: quem compra um prefixado está apostando no rumo dos juros. Naquele momento, o mercado já esperava cortes futuros na Selic, e por isso aceitava travar uma taxa um pouco menor do que a taxa básica vigente naquele dia.
O erro comum
O erro comum é tratar o prefixado como se fosse tão parado quanto o Tesouro Selic. Não é. Quem acompanha o extrato e vê o preço do título caindo — porque a Selic subiu — costuma se assustar e vender no prejuízo, achando que o Tesouro Direto está dando errado. Mas essa perda só se torna real se o título for vendido antes da hora. Levado até o vencimento, ele paga exatamente o combinado no dia da compra, nem um pouco mais, nem um pouco menos.