O que é
CDB é a sigla de Certificado de Depósito Bancário: um título de renda fixa emitido por bancos para captar dinheiro do investidor. Na prática, funciona como um empréstimo que você faz ao banco — ele usa esse dinheiro para suas operações (por exemplo, financiar outros clientes) e devolve o valor emprestado com juros depois de um prazo combinado.
Como funciona na prática
Quando você compra um CDB, escolhe três coisas: o indexador, o prazo e a liquidez. O indexador define como o rendimento é calculado — pode ser pós-fixado (um percentual do CDI, sigla de Certificado de Depósito Interbancário, a taxa que os bancos cobram para emprestar dinheiro entre si de um dia para o outro, e que anda colada na Selic), prefixado (uma taxa fixa combinada na compra) ou híbrido (uma taxa fixa mais a variação do IPCA, sigla de Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial). O prazo é o tempo até o vencimento, quando o banco paga o valor de volta. A liquidez diz se dá para resgatar antes disso: alguns CDBs têm liquidez diária (o dinheiro fica disponível a qualquer momento), outros só pagam no vencimento. Como todo empréstimo, existe risco: se o banco quebrar, quem garante o pagamento até um teto é o FGC, sigla de Fundo Garantidor de Créditos, uma espécie de seguro mantido pelos próprios bancos.
Um exemplo com números
Em 16 de setembro de 2026, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) cortou a Selic para 13,75% ao ano, quinto corte seguido. O CDI acompanha a Selic de perto, quase sempre um pouco abaixo dela. Um CDB hipotético que pague 100% do CDI renderia, nesse cenário, algo próximo de 13,7% ao ano antes do imposto — como qualquer empréstimo, quanto mais tempo o dinheiro fica parado e quanto menor a segurança do banco, maior tende a ser a taxa oferecida. Já a garantia do FGC, também vigente nesta data, cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira, com um teto de R$ 1 milhão a cada quatro anos por investidor — regras que não mudaram em 2026.
O erro comum
O erro mais comum é comparar CDBs só pelo percentual do CDI, como se fosse a única variável que importa. Um CDB de banco pequeno pagando 130% do CDI pode parecer mais atraente que um de banco grande pagando 100%, mas a diferença de taxa costuma refletir risco de crédito maior — a chance de aquele banco específico ter dificuldade para pagar. Outro deslize é ignorar a liquidez: comprar um CDB sem liquidez diária e precisar do dinheiro antes do vencimento pode significar vender com deságio ou simplesmente não conseguir resgatar.