O que ficou da semana
O Ibovespa fechou a sexta-feira em queda de 1,44%, aos 174.185 pontos, pressionado por bancos e Petrobras em meio ao tombo do petróleo lá fora. O Brent encerrou em US$ 100,40 o barril, recuando da máxima psicológica de US$ 100 atingida na semana. Em Nova York, o quadro foi misto: Dow Jones subiu 0,46% (51.947 pontos), mas o Nasdaq caiu 0,64% (24.976 pontos) e o S&P 500 praticamente empatou, a 7.411,98 pontos — 2,6% abaixo do recorde de fechamento de 2 de junho. O dólar encerrou a semana em R$ 5,08, com queda de 0,58% no acumulado semanal. Dois temas dividiram o pregão: a entrada em vigor de um novo pacote de tarifas dos EUA e a escalada do conflito no Oriente Médio.
A agenda que importa
Na quarta-feira (29), o Federal Reserve anuncia sua decisão de juros — comunicado às 15h BRT e coletiva de Jerome Powell às 15h30 BRT. O mercado não disputa a direção: a expectativa é de manutenção da taxa entre 3,50% e 3,75%, com a inflação ao consumidor (PCE) ainda acima da meta de 2%.
Na quinta-feira (30), o Brasil concentra o grosso da agenda doméstica: o Caged mede a geração de emprego formal (projeção de 110 mil vagas), a PNAD Contínua traz a taxa de desemprego (projeção de 5,4%, às 9h) e o Banco Central publica a Nota de Política Monetária (8h30). No mesmo dia, a temporada de balanços do 2º trimestre ganha densidade com Vale (VALE3), Ambev (ABEV3), Usiminas (USIM5), Vivo (VIVT3) e Motiva (MOTV3).
Na sexta-feira (31), a Aneel define a bandeira tarifária de energia elétrica e o BC divulga a Nota de Estatísticas Fiscais (8h30).