Kospi tem maior alta da história e futuros de Wall Street sobem com resultado da Amazon; Apple decepciona
Antes do Pregão

Kospi tem maior alta da história e futuros de Wall Street sobem com resultado da Amazon; Apple decepciona

A bolsa da Coreia do Sul saltou mais de 16% nesta sexta-feira (31), maior alta diária da história do índice, enquanto os futuros do Nasdaq avançam 1,38% após a Amazon superar expectativas e a Apple decepcionar com vendas na China.

O que move os mercados nesta manhã

O Kospi, da Coreia do Sul, saltou mais de 16% nesta madrugada — a maior alta diária da história do índice — puxado por um resultado da Amazon que reacendeu o apetite por ações ligadas a inteligência artificial. Samsung Electronics subiu 24,8% e a fabricante de chips de memória SK Hynix avançou 27,8%, revertendo perdas que a semana havia registrado com o temor de uma bolha em IA. O Nikkei japonês somou entre 3,5% e 5,5%, renovando máxima histórica aos 65.282 pontos, favorecido pela manutenção da taxa básica em 1,0% pelo Banco do Japão e pela alta de SoftBank (+15%) e Tokyo Electron (+11%).

Nos Estados Unidos, os futuros do Nasdaq 100 avançam 1,38% e os do S&P 500, 0,57%. A Amazon subiu mais de 12% no after-market de quinta (30) após a AWS registrar o crescimento mais rápido em 18 trimestres. Na direção oposta, a Apple recuou cerca de 6% no pós-mercado, pressionada por vendas fracas na China e receita de serviços aquém do esperado. O VIX, termômetro do medo em Wall Street, recuou mais de 17%, a 17,09 pontos, sinalizando alívio da volatilidade que marcou a semana.

Como fechou o último pregão

O Ibovespa fechou a quinta-feira (30) em alta de 1,88%, aos 177.158 pontos, impulsionado por Petrobras, Vale e bancos, revertendo a queda da véspera. O giro financeiro somou R$ 22,7 bilhões; no mês, o índice acumula ganho de 2,98%, e no ano, de 9,95%. O dólar recuou 0,95% ante o real, a R$ 5,062.

Em Nova York, o rendimento do Treasury de 10 anos encerrou em 4,662%, e o índice DXY do dólar cedeu 0,76%, a 100,12 pontos — movimento coerente com a decisão do Federal Reserve, que na quarta-feira (29) manteve os juros na faixa de 3,50%-3,75% pela quinta vez seguida, em votação dividida (3 dos 12 membros defenderam alta de 0,25 ponto). O PCE de junho, divulgado na quinta, veio em linha com o esperado: alta de 3,7% em 12 meses no índice cheio e de 3,3% no núcleo. O ouro operava perto de US$ 4.110 a onça, e o petróleo Brent, perto de US$ 87 o barril, pressionado por tensões no Estreito de Ormuz.

Agenda do dia

Na Europa, saem os IPCs de Espanha e Alemanha e o PIB do 2º trimestre de Espanha, zona do euro, Alemanha e França, além da confiança do consumidor da região. Nos Estados Unidos, o destaque é o índice final de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, às 12h (BRT). No Brasil, a FGV divulga o Indicador de Incerteza da Economia às 8h, e o Banco Central publica a Nota à Imprensa sobre Estatísticas Fiscais às 8h30; a ANEEL define a bandeira tarifária de energia elétrica para agosto.

A leitura para o portfólio

O viés desta manhã é claramente risk-on, puxado pela reversão do temor de bolha em IA que dominou a semana. Para o investidor brasileiro, o movimento tende a favorecer a abertura do BOVA11, na esteira do apetite por risco global, ainda que o Brent mais fraco possa limitar o impulso vindo de Petrobras. Lá fora, o otimismo com nuvem e IA deve refletir no NASD11 já na abertura, enquanto o desempenho misto da Apple lembra que a alta é concentrada, não generalizada — vale observar se o rali se sustenta além dos nomes de memória e serviços em nuvem. O GOLD11 pode sentir o contraste entre o dólar mais fraco, que favorece o metal, e a melhora do apetite por risco, que reduz a busca por proteção. O teste do dia passa pela leitura final de Michigan e pelos PIBs europeus, que vão dizer se o alívio desta sexta se sustenta até a próxima semana.

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