O que move os mercados nesta manhã
A Ásia fechou majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, estendendo a liquidação de ações ligadas a inteligência artificial que já dura dois pregões. Na Coreia do Sul, o Kospi caiu 1,23%, a 5.593,56 pontos, com a fabricante de chips SK Hynix recuando 5,6%. Na China continental, o Xangai Composto cedeu 0,62%, a 3.804,69 pontos, e o Shenzhen Composto perdeu 2,46%, a 2.372,80 pontos. Na contramão, o Hang Seng, em Hong Kong, avançou 0,20%, a 25.858,88 pontos, e o ASX 200 australiano recuou 0,78%, a 8.967,70 pontos. Na Europa, a abertura foi mista: DAX e FTSE 100 operam no negativo, enquanto Euro Stoxx 50, CAC 40 e Ibex 35 tentam recuperação após o tom mais duro do Fed. Nos futuros de Nova York, há tentativa de rebote parcial: Dow futuro sobe 0,12%, S&P 500 futuro avança 0,29% e Nasdaq 100 futuro ganha 0,66%, ainda sob desconfiança sobre juros e o volume de investimento das big techs em IA.
Como fechou o último pregão
Wall Street teve ontem sua pior sessão desde abril de 2025: o Dow Jones caiu 1.153,18 pontos (2,19%), o S&P 500 recuou 1,52% e o Nasdaq encerrou 1,74% abaixo, mais de 10% distante da máxima intradiária recorde. O gatilho foi a decisão do Federal Reserve de manter os juros entre 3,50% e 3,75%, lida pelo mercado como sinal de que o BC americano está atrasado no combate à inflação — o Treasury de 10 anos saltou 7 pontos-base, para acima de 4,67%. O Ibovespa fechou em queda de 1,52%, a 173.885,34 pontos, acompanhando Nova York, com volume de R$ 22,91 bilhões (ainda acumula alta de 7,92% no ano). O dólar recuou 0,22% ante o real, a R$ 5,11 no fechamento comercial. O ouro segue pressionado pelos juros mais altos nos EUA, negociado por volta de US$ 4.057 a onça, e o petróleo Brent opera perto de US$ 88,51 o barril nesta manhã, ante fechamento anterior de US$ 88,09.