O que move os mercados nesta manhã
O noticiário da madrugada é dominado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, que chegou à nona noite consecutiva de ataques americanos a alvos iranianos, com Kuwait e Bahrein relatando ofensivas atribuídas a Teerã. O Brent fechou ontem a US$ 89,22, acumulando alta de cerca de 16% na semana — o terceiro ganho semanal seguido. Mediadores apresentaram ao Irã uma proposta de cessar-fogo de dez dias, o que trouxe alguma descompressão pontual ao mercado de petróleo ao longo do dia.
Na Ásia, a madrugada foi de recuperação: o Kospi (Coreia do Sul) fechou em alta de 3,56%, a 6.747,95 pontos, revertendo parte das perdas da semana passada ligadas à liquidação de papéis de inteligência artificial. Na Europa, os mercados abriram em alta, puxados pelo setor de óleo e gás (+1,48%) e por tecnologia (+0,52%). Nos futuros de Nova York, o apetite por risco prevalece: S&P 500 +0,51%, Dow Jones +0,33% e Nasdaq +1,31%.
Como fechou o último pregão
O Ibovespa encerrou ontem (20/07) em queda de 0,17%, aos 173.371 pontos, pressionado pela cautela do exterior diante da escalada no Oriente Médio. Petrobras subiu com o petróleo mais caro, mas não foi suficiente para sustentar o índice no positivo. O dólar fechou a sessão perto de R$ 5,09, com leve viés de alta nas mesas de câmbio.
Nos Treasuries americanos, o rendimento da T-note de 10 anos voltou a subir, para perto de 4,57%, refletindo a combinação de tensão geopolítica com a proximidade da reunião do Fed — cujos dirigentes já entraram em período de silêncio antes do FOMC da próxima semana, com manutenção de juros amplamente precificada pelo mercado. No câmbio, o dólar abriu hoje cotado a R$ 5,1122 ante fechamento anterior de R$ 5,1119. No metais, o ouro fechou praticamente estável, a US$ 4.015,9 a onça-troy, ainda acima da marca psicológica de US$ 4 mil mesmo com juros e dólar mais fortes: a prata, na contramão, subiu , a US$ 57,072.