O que move os mercados nesta manhã
Abrimos o dia sob o peso de um novo incidente no Estreito de Ormuz: um navio-tanque foi atacado perto de Omã, e a Guarda Revolucionária do Irã assumiu a autoria. O episódio reforça a tensão entre Estados Unidos e Irã, que já reduziu o tráfego marítimo na rota em quase 50% (127 embarcações na semana encerrada em 19/07) e levou o Goldman Sachs a alertar que o Brent pode ultrapassar US$ 120 no quarto trimestre caso os bloqueios persistam.
Na Ásia, o pregão de quarta-feira fechou misto: o Nikkei recuou 0,2%, a 66.115,60 pontos, e o Hang Seng também cedeu, enquanto Kospi e o mercado australiano avançaram. Na Europa, já em pregão, o quadro segue dividido — Ibex 35 (-0,65%) e Euro Stoxx 50 (-0,45%) recuam, enquanto o DAX (+0,14%) resiste, com atenção voltada à decisão do BCE amanhã e à temporada de balanços. Nos futuros de Nova York, o clima é de cautela: contratos do S&P 500 recuam 0,3%, os do Nasdaq-100 caem 0,7% — a maior queda entre os principais índices — e os do Dow Jones perdem 0,1%, pressionados pela alta do petróleo e por novas tarifas, horas antes dos balanços de Alphabet e Tesla, esperados após o fechamento de hoje.
Como fechou o último pregão
Wall Street fechou terça-feira (21/07) em alta generalizada, puxada por semicondutores: o S&P 500 subiu 0,89%, a 7.509,20 pontos; o Nasdaq avançou 1,29%, a 25.837,21 pontos; e o Dow Jones somou 0,74%, a 52.224,64 pontos. No Brasil, o Ibovespa praticamente andou de lado, com leve baixa de 0,03%, aos 173.325 pontos, e volume de R$ 18,11 bilhões — no ano, acumula alta de 7,57%. O dólar recuou 0,31%, fechando a R$ 5,073. No exterior, o petróleo já refletia a escalada no Golfo: o Brent subiu 1,66%, a US$ 90,69 o barril, e o WTI avançou 1,65%, a US$ 84,60. O ouro fechou em alta de 1,51%, a US$ 4.076,40 a onça-troy, sustentado pela busca por proteção mesmo com os juros dos Treasuries em patamar elevado.