O que move os mercados nesta manhã
O noticiário geopolítico dita o tom da manhã desta quinta-feira. Irã e Omã avançaram em um acordo para reabertura parcial do Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial —, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou à CNBC que um acordo poderia ser fechado ainda nesta quinta-feira. O resultado imediato: o petróleo Brent recua mais de 4,7% em relação ao pregão anterior, para perto de US$ 83 o barril, aliviando um dos principais focos de tensão inflacionária do ano.
Paradoxalmente, o ouro segue subindo mesmo com o alívio geopolítico: o metal opera perto de US$ 4.300 a onça nesta manhã, quarto pregão consecutivo de alta e ganho de quase 6% só nesta semana. Na Ásia, o Nikkei 225 fechou em queda de 0,93%, aos 65.683 pontos, pressionado por realização de lucros em ações de inteligência artificial e semicondutores. Na Europa, as bolsas abrem em alta, no mesmo embalo do otimismo com Ormuz. Nos EUA, os futuros operam mistos: contratos do Dow Jones sobem 0,33% e do S&P 500 avançam 0,14%, enquanto o Nasdaq 100 cede 0,48%, refletindo a mesma cautela com tecnologia vista na Ásia. O rendimento da Treasury de 10 anos recua para 4,617%.
Como fechou o último pregão
Wall Street fechou ontem (5) em direções distintas. O Dow Jones subiu 0,5%, renovando pela segunda sessão seguida sua máxima histórica e emendando o quinto pregão positivo consecutivo. Já o S&P 500 recuou cerca de 0,2% após bater recorde na véspera, e o Nasdaq Composite caiu 0,8%, interrompendo uma sequência de quatro altas puxada por perdas em papéis de tecnologia.
No Brasil, o Ibovespa encerrou em leve queda de 0,09%, aos 177.726 pontos, pressionado por Petrobras e bancos em meio à cautela política em torno da chapa presidencial de oposição. O dólar fechou em leve baixa de , cotado a . O evento de maior peso do dia, porém, veio do Banco Central: o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para ao ano, quarto corte consecutivo do ciclo, em decisão unânime. O comitê reforçou que o cenário segue marcado por incerteza elevada e que os próximos passos serão graduais e dependentes de dados.