Wall Street fecha em recorde histórico com aposta em acordo EUA-Irã; Copom decide Selic hoje à noite
Antes do Pregão

Wall Street fecha em recorde histórico com aposta em acordo EUA-Irã; Copom decide Selic hoje à noite

Dow Jones e S&P 500 encerraram terça-feira em máximas históricas, com alta de 1,71% e 1,79%, após sinalização de acordo entre Washington e Teerã sobre o Estreito de Ormuz derrubar o petróleo. Ibovespa ficou para trás, e o mercado agora aguarda a decisão do Copom, hoje à noite, com aposta em corte da Selic para 14% ao ano.

O que move os mercados nesta manhã

Bolsas europeias abrem em alta nesta quarta-feira, embaladas pelo otimismo com um possível acordo entre Estados Unidos e Irã sobre o Estreito de Ormuz e pela queda do petróleo. O DAX alemão sobe 0,79%, o FTSE 100 avança 0,36%, o CAC 40 tem alta de 0,25% e o Euro Stoxx 50 ganha 0,46%. Os futuros também operam positivos: contratos do DAX avançam 0,66%, aos 26.486 pontos, e os do Eurostoxx sobem 0,41%, a 6.538 pontos.

O petróleo é o destaque overnight: o WTI abriu a sessão em US$ 75,32 o barril, enquanto o Brent, que chegou a recuar 4,7% na véspera até US$ 78,77, se estabilizou perto de US$ 79,82, pressionado pela expectativa de reabertura do estreito que escoa cerca de um quinto do petróleo mundial. O ouro opera perto de US$ 4.060 a onça-troy, com o contrato de dezembro abrindo em alta de 0,5%, a US$ 4.109,60. O rendimento da Treasury de 10 anos recua a 4,619%, e o dólar segue perto da estabilidade, com o índice DXY em 99,85.

Como fechou o último pregão

Wall Street encerrou terça-feira (4) em recorde histórico. O Dow Jones subiu 1,71%, a 54.085 pontos, o S&P 500 avançou 1,79%, a 7.736 pontos, e o Nasdaq disparou 2,59%, a 26.584 pontos — os dois primeiros em máximas inéditas intradia e no fechamento. O gatilho foi a fala do secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, indicando que Washington e Teerã estariam próximos de um acordo provisório sobre o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã desde fevereiro. Palantir liderou os ganhos individuais, com alta de 29,5%.

No Brasil, o Ibovespa não acompanhou o apetite global e fechou praticamente estável, com leve queda de 0,06%, a 177.894 pontos, pressionado por Petrobras e Itaú — o petróleo mais barato pesa sobre a petroleira, principal papel do índice. Vale teve desempenho positivo e limitou as perdas. O dólar subiu 0,84%, para R$ 5,1304.

Agenda do dia

O evento mais aguardado é a decisão do Copom, hoje à noite: o mercado projeta o quarto corte consecutivo da Selic, de 14,25% para 14,00% ao ano. O Boletim Focus desta semana trouxe a primeira revisão para baixo da projeção de Selic para 2026 desde março, de 14% para 13,75%. Nos EUA, a agenda traz a pesquisa ADP de empregos e o relatório JOLTS de vagas abertas, além dos estoques semanais de petróleo bruto da EIA, às 11h30 (horário de Brasília).

A leitura para o portfólio

A manhã tem viés de risco favorável lá fora — recordes em Nova York, alta na Europa e petróleo mais barato tendem a sustentar o IVVB11 e o NASD11 na abertura, na esteira do rali em ações de tecnologia. Já o BOVA11 enfrenta um sinal misto: o apetite global ajuda, mas o petróleo mais fraco tende a pressionar o peso de Petrobras no índice, repetindo a defasagem vista ontem. O GOLD11 segue de olho na estabilidade do ouro perto de US$ 4.060, com juros de Treasury em leve queda. O centro das atenções, porém, é doméstico: a decisão do Copom à noite deve ditar o tom do câmbio e da curva de juros locais nos próximos pregões, com o dólar perto de R$ 5,13 refletindo a cautela que antecede a reunião.

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