O que move os mercados nesta manhã
O gatilho da manhã é geopolítico: o Pentágono suspendeu os ataques aéreos contra alvos iranianos e Teerã interrompeu operações militares na região, numa trégua mediada pela China. O efeito nos preços foi imediato — os futuros de petróleo Brent recuaram 9,2%, para perto de US$ 87,89 o barril, e o WTI cedeu mais de 7%, a US$ 82,46. Com o prêmio de risco geopolítico em queda, os futuros de Nova York abrem em alta forte: Dow Jones sobe 550 pontos (1,1%), S&P 500 futuro avança 1% e Nasdaq-100 futuro ganha 1,7%. Na Ásia, a Bolsa de Tóquio já fechou em terreno positivo, com o Nikkei subindo 0,50%, a 64.931 pontos, e o Topix avançando 1,37%. No Polymarket, a probabilidade de abertura positiva do S&P 500 hoje chegou a 88%.
Como fechou o último pregão
O Ibovespa encerrou a sexta-feira (24/07) em queda de 1,52%, a 174.041,95 pontos, pressionado por Petrobras, Vale e bancos, em meio às novas tarifas comerciais dos Estados Unidos e à tensão no Oriente Médio que antecedeu a trégua. No câmbio, o dólar à vista fechou praticamente estável, a R$ 5,0814 (-0,06% no dia), acumulando queda de 0,58% na semana e 7,43% no ano. No exterior, o ouro operou pressionado pela alta dos rendimentos dos Treasuries e do dólar, recuando 2,45% na sessão de quinta-feira (23/07), a US$ 4.050,20 a onça-troy.
Agenda do dia
A pauta doméstica é leve nesta segunda: o IPC-Fipe semanal saiu às 5h. O radar da semana, porém, está cheio — quarta-feira (29) tem decisão de juros do Federal Reserve, com o mercado (Bradesco) apostando em manutenção da taxa na faixa de 3,50%-3,75%; quinta-feira (30) traz PIB, PCE e gastos pessoais dos EUA. É também a semana mais pesada de balanços do trimestre: Microsoft e Meta reportam terça (29), Apple e Amazon na quarta (30); na B3, Vale, Ambev, Santander, Usiminas e Telefônica Brasil divulgam resultados do 2º tri.
A leitura para o portfólio
O viés da manhã é de risco-on, puxado pela desescalada no Oriente Médio. Nos EUA, a força dos futuros tende a dar suporte a IVVB11 e NASD11 na abertura. No Brasil, o efeito é misto: o petróleo mais barato reduz o prêmio de risco para o BOVA11, mas pressiona o peso de Petrobras no índice — o saldo depende de como o mercado precifica as duas pontas. O recuo do ouro nos últimos pregões, num contexto de menor aversão a risco, é um fator a observar para o GOLD11. Com a decisão do Fed na quarta-feira e a maratona de balanços de megacaps a partir de terça, a semana concentra os catalisadores que devem definir a direção do fluxo de capital até sexta-feira.
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Conteúdo informativo, não constitui recomendação de investimento. Analista responsável: CNPI Nº 261 — Solis Research Ltda.