Petróleo recua e Wall Street avança com aposta em trégua no Irã; IPCA de junho testa o BOVA11
Antes do Pregão

Petróleo recua e Wall Street avança com aposta em trégua no Irã; IPCA de junho testa o BOVA11

Ibovespa fechou ontem em alta de 1,22%, a 172.742 pontos, no mesmo pregão em que o petróleo devolveu parte do salto da véspera e Wall Street avançou com a retomada do apetite por ações de IA. Nesta sexta, os futuros em Nova York operam mistos e o mercado local aguarda o IPCA de junho, às 9h, para calibrar a leitura sobre a Selic.

O que move os mercados nesta manhã

Os futuros em Nova York operam mistos nesta sexta-feira: contratos do S&P 500 recuam 0,18% e os do Nasdaq 100 cedem 0,51%, enquanto o Dow Jones aparece com leve alta. O setor de semicondutores lidera as perdas no pré-mercado — Intel cai mais de 3%, e Micron, Marvell, Lam Research, Nvidia, Broadcom e AMD também operam no negativo — véspera da estreia da sul-coreana SK Hynix no Nasdaq. Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, sustentadas por otimismo renovado com semicondutores e demanda por IA, enquanto o iene segue pressionado perto das mínimas de décadas. No mercado de juros americano, o Treasury de 10 anos recuou para 4,54%, depois de rondar a máxima de sete semanas na quinta-feira. A tensão entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz segue no radar, mas o mercado tem precificado a escalada mais recente como um episódio pontual, não o início de um conflito prolongado.

Como fechou o último pregão

O Ibovespa fechou ontem (9/7) em alta de 1,22%, aos 172.742,12 pontos, com bancos subindo mais de 1% e ações cíclicas — caso de Magazine Luiza, que avançou 7% — liderando os ganhos; petrolíferas figuraram entre as poucas quedas. O dólar recuou para a faixa de R$ 5,12/5,13. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,8%, a 7.543,64 pontos, o Dow Jones avançou 0,3%, a 52.487,41 pontos, e o Nasdaq Composite saltou 1,3%, a 26.206,89 pontos, com a retomada do apetite por ações de IA. O petróleo devolveu boa parte do salto da véspera: o WTI caiu para US$ 71,87 e o Brent para US$ 76,97, após o contrato ter subido mais de 6% dois dias antes, quando o presidente Trump afirmou que o cessar-fogo com o Irã havia "acabado". O ouro fechou em alta de 1,43%, a US$ 4.140,80 a onça-troy, com procura por proteção.

Agenda do dia

O destaque da manhã no Brasil é o IPCA de junho, divulgado às 9h pelo IBGE: o mercado projeta alívio na margem, com estimativas próximas de 0,29%, puxado por alimentos — número que ajuda a calibrar a aposta sobre o ritmo da Selic nas próximas reuniões do Copom. Nos Estados Unidos, o mercado acompanha a estreia da SK Hynix no Nasdaq e segue processando a ata do último FOMC, que manteve os juros americanos na faixa de 3,50% a 3,75%.

A leitura para o portfólio

A abertura tende a refletir um viés cauteloso, não de aversão a risco: futuros negativos para índices de tecnologia nos EUA sugerem pressão inicial sobre ativos ligados a IVVB11 e NASD11, enquanto o recuo do petróleo e o dólar mais fraco favoreceram o BOVA11 no pregão de ontem — o teste de hoje é se o IPCA sustenta esse movimento. A queda do rendimento do Treasury de 10 anos tende a aliviar parte da pressão sobre ativos de risco global. O ouro, com viés de proteção ainda ativo por causa da tensão no Oriente Médio, segue como referência para quem acompanha o GOLD11. Nenhum desses pontos é indicação de compra ou venda — são coordenadas para ler a abertura.

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