Nasdaq cai 1,47% com venda de chips e dólar sobe a R$ 5,10 após tarifa de 25% dos EUA sobre o Brasil
Antes do Pregão

Nasdaq cai 1,47% com venda de chips e dólar sobe a R$ 5,10 após tarifa de 25% dos EUA sobre o Brasil

Wall Street fechou em queda liderada pela correção em fabricantes de chips, o dólar avançou a R$ 5,10 e o Ibovespa recuou 1,24% sob o peso da nova tarifa de 25% dos EUA sobre exportações brasileiras. Petróleo segue pressionado pela escalada entre EUA e Irã no Golfo, e o mercado aguarda dados de sentimento do consumidor americano nesta sexta-feira.

O que move os mercados nesta manhã Bolsas da Ásia devem abrir em queda nesta sexta-feira (17), repercutindo o tombo de Wall Street na quinta: o Nasdaq recuou 1,47%, a 25.881,95 pontos, com investidores questionando se os investimentos bilionários em inteligência artificial justificam as avaliações atuais dos fabricantes de chips. O S&P 500 caiu 0,51%, a 7.533,87 pontos, e o Dow Jones cedeu 0,20%, a 52.553,62 pontos. Na Europa, os futuros também operam no vermelho: DAX -0,66% (24.811 pts), CAC 40 -1,01% (8.293 pts) e Eurostoxx -0,84% (6.239 pts).

No pano de fundo, a escalada militar entre Estados Unidos e Irã no Golfo Pérsico segue pressionando o mercado de energia. Após ataques recíprocos que incluíram mísseis contra petroleiros no Estreito de Ormuz e bases americanas no Bahrein e no Kuwait, o petróleo Brent segue perto da máxima do último mês, cotado a US$ 84,02 o barril nos futuros desta manhã (-0,25%), enquanto o WTI está estável em US$ 78,96. O ouro se mantém perto do patamar psicológico de US$ 4.000/onça, dividido entre a busca por proteção e a pressão de juros americanos mais altos.

Como fechou o último pregão No Brasil, o Ibovespa fechou ontem (16) em queda de 1,24%, aos 173.825,27 pontos, pressionado pela saída de investidores estrangeiros e pela nova tarifa de 25% dos EUA sobre exportações brasileiras, anunciada na quinta-feira. O dólar à vista subiu 0,40%, encerrando a R$ 5,0984 — o contrato futuro para agosto avançou 0,35%, a R$ 5,1170.

Em Nova York, os Treasuries de 10 anos fecharam em 4,573% (+2 pontos-base), perto da máxima de dois meses, com o mercado precificando cerca de 51% de chance de alta de juros pelo Fed em setembro — cenário que soma a pressão inflacionária do petróleo mais caro à resiliência da atividade americana.

Agenda do dia No Brasil: às 8h, a FGV divulga o IGP-10 de julho (projeção de queda de 1,0%); às 9h, o Banco Central publica o IBC-Br de maio, prévia do PIB.

Nos Estados Unidos: às 9h30 (horário de Brasília), saem a Produção Industrial de junho e o Índice de Sentimento do Consumidor da Universidade de Michigan, com atenção redobrada às expectativas de inflação de julho — termômetro-chave para as apostas de juros do Fed.

A leitura para o portfólio O conjunto do cenário aponta para um viés risk-off nesta abertura: petróleo pressionado pelo conflito no Golfo, juros americanos em alta e um dólar mais forte tendem a pesar sobre o BOVA11 logo nos primeiros negócios, com o câmbio mais elevado adicionando pressão sobre os ativos brasileiros. Do lado internacional, a correção nos fabricantes de chips deve se refletir no IVVB11 e, com mais intensidade, no NASD11, dado o peso de semicondutores no índice. Já o GOLD11 tende a repercutir a estabilização do metal perto de US$ 4.000, funcionando como termômetro do apetite por proteção enquanto a tensão no Oriente Médio não recua. O dado de sentimento do consumidor americano à tarde — e sua leitura de expectativas de inflação — deve ser o próximo gatilho para o apetite a risco.

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