O que é
Título de renda fixa pode pagar juros de três formas diferentes: pós-fixado, prefixado ou atrelado à inflação. A diferença entre elas é simples de sentir na prática: em uma você só descobre o resultado final lá na frente, na outra você já sabe o número exato no dia da compra.
Como funciona na prática
No título pós-fixado, a remuneração muda todo dia junto com um indicador de referência — geralmente a Selic (a taxa básica de juros da economia, definida pelo Banco Central) ou o CDI (Certificado de Depósito Interbancário, a taxa que os bancos cobram entre si em empréstimos de um dia). Você não sabe hoje exatamente quanto vai ganhar daqui a um ano, porque a taxa sobe ou desce conforme a economia muda. É parecido com um financiamento de juros variáveis: a parcela acompanha o cenário.
No prefixado, a taxa é combinada e travada no momento da compra. Se o título paga 13% ao ano, esse número fica congelado até o vencimento, não importa o que aconteça depois com os juros do país. É como emprestar dinheiro para um amigo com parcela fixa já combinada — mesmo que tudo mude ao redor, o valor acertado não muda.
Já no título atrelado à inflação, o pagamento tem duas partes somadas: a variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o índice oficial de inflação do país) mais uma taxa fixa definida na compra. Esse formato tenta garantir que o dinheiro cresça acima da inflação — desde que o título seja mantido até o vencimento.
Um exemplo com números
Em 3 de setembro de 2026, o Tesouro Prefixado com vencimento em 2029 pagava 13,86% ao ano, taxa travada até o fim do prazo. No mesmo dia, o Tesouro IPCA+ com vencimento em 2032 pagava a inflação do período mais 7,93% ao ano de juro fixo. Como referência para os pós-fixados, a Selic estava em 14,00% ao ano desde a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de 5 de agosto de 2026, e o CDI girava perto de 13,90% ao ano em setembro do mesmo ano.