Acordo EUA-Irã e IPCA de maio animam o mercado brasileiro
Na sexta-feira (12/06), o mercado brasileiro registrou sinais consistentes de recuperação: o Ibovespa chegou à máxima de 172.544 pontos ao longo do pregão, fechando próximo dos 171.000 pontos com leve recuo de 0,20% — mas em rota para a primeira alta semanal desde o início de abril, encerrando uma sequência de 8 semanas negativas. O dólar à vista recuou 0,61%, sendo cotado a R$ 5,06, beneficiado por notícias de um possível acordo diplomático entre EUA e Irã e por dados de inflação doméstica dentro do esperado.
O IPCA de maio registrou alta de 0,58%, conforme divulgação do IBGE, mantendo o índice em trajetória que ainda preocupa o Banco Central, mas sem gerar surpresa negativa para o mercado financeiro.
Por que isso afeta o Brasil?
O alívio no câmbio — dólar voltando abaixo de R$ 5,10 — reflete dois movimentos simultâneos: a possível distensão geopolítica no Oriente Médio (que impacta o preço do petróleo e o apetite por risco global) e a expectativa consolidada de que o Fed não alterará os juros na reunião desta semana.
Com o Federal Funds Rate mantido entre 3,50% e 3,75%, a diferença entre os juros americanos e a Selic brasileira (14,5% ao ano) permanece historicamente elevada — o que sustenta o interesse de investidores estrangeiros em ativos de renda fixa brasileiros e reduz a pressão estrutural sobre o câmbio. Quanto maior esse diferencial, mais atrativo o Brasil se torna para o capital externo em busca de retorno.
Selic, câmbio e bolsa
- Selic (14,5% a.a.): O Banco Central mantém juros elevados para ancorar as expectativas inflacionárias, com o mercado projetando . O ciclo de cortes deve começar apenas no segundo semestre, conforme o cenário desinflacionário se confirmar nos próximos dados.