O que aconteceu hoje
No pregão de 30 de junho de 2026, as ações da Braskem (BRKM5) operam sob pressão no encerramento do mês — dados parciais, com o mercado ainda aberto por volta das 13h (horário de Brasília). Em junho, o papel acumulava recuo de aproximadamente 24% até a sessão de 29 de junho, figurando entre os piores desempenhos do Ibovespa no período.
O movimento desta sessão reflete, em grande parte, os rebaixamentos de rating divulgados na véspera pela S&P Global — que classificou a Braskem em default (rating D) — e pela Fitch Ratings, que reduziu a nota para C (de CC anterior) em escala global. Ambas as revisões foram desencadeadas pelo pedido da empresa de tutela cautelar na Justiça de São Paulo, medida que suspende temporariamente a execução de dívidas financeiras por um prazo de 60 dias.
Na sessão de 29 de junho, as ações registraram alta de 5,76%, encerrando em R$ 6,61, em reação parcialmente positiva ao alívio trazido pela proteção judicial. No pregão anterior (26 de junho), o papel havia testado mínima intradiária do ano em R$ 5,88.
Por que o ativo se moveu
A sequência de eventos em junho foi intensa. Em 16 de junho, a Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público Federal tornando a Braskem ré por crimes ambientais relacionados à subsidência do solo em Maceió (AL) — reforçando o risco de passivos adicionais sobre a companhia.
Em 25 de junho, a petroquímica confirmou que os credores rejeitaram o Projeto Catalyst, seu plano de reestruturação extrajudicial para reorganizar mais de US$ 3 bilhões em vencimentos concentrados entre julho de 2026 e dezembro de 2027. A proposta previa extensão de prazos por cinco anos, redução de taxas de juros e deferimento de pagamentos via mecanismo PIK (pagamento em título) até o fim de 2028 — condições que os credores consideraram insuficientes. Naquele pregão, as ações recuaram , a R$ 6,87.