O que aconteceu hoje
O Ibovespa fechou o pregão desta segunda-feira, 29 de junho, em leve queda de 0,05%, aos 173.205,35 pontos, recuo de 89,79 pontos. O movimento chama atenção porque foi na contramão do exterior: a notícia de suspensão das hostilidades mais recentes entre Estados Unidos e Irã deu fôlego aos principais índices de Nova York, mas não foi suficiente para sustentar o mercado brasileiro, pressionado por ações como Cosan, em meio à avaliação da companhia sobre sua participação na Rumo. Bancos como Bradesco e Santander subiram, e Petrobras avançou com o petróleo em alta, mas não bastou para virar o saldo do dia.
O BOVA11, ETF que replica o Ibovespa, acompanhou esse movimento do benchmark, fechando o pregão próximo da estabilidade, com leve viés de baixa — o reflexo esperado de um fundo passivo cuja função é justamente seguir o índice de referência com o menor desvio possível (tracking error).
O que é o BOVA11 e o que ele replica
O BOVA11 é o ETF iShares Ibovespa Fundo de Índice, gerido pela BlackRock e listado na B3 desde 2008 — o ETF mais antigo e mais líquido do mercado brasileiro. Sua proposta é simples: comprar uma única cota equivale a um pedaço de uma carteira que reproduz a composição do Ibovespa, o principal índice de ações do país, reunindo as empresas mais negociadas na bolsa brasileira.
Hoje é o maior fundo de gestão passiva listado no Brasil, com patrimônio líquido acima de R$ 13 bilhões e volume médio diário superior a R$ 1 bilhão — liquidez que coloca o ETF entre os ativos mais negociados da B3 em qualquer pregão.
Os fundamentos que importam
Para um ETF de índice amplo como o BOVA11, a régua que separa um fundo bom de um fundo caro não é o desempenho de curto prazo — afinal, todos que replicam o mesmo índice tendem a entregar retorno parecido. A régua é o custo. O BOVA11 cobra taxa de administração de 0,10% ao ano, depois de uma redução promovida pela BlackRock (a taxa já chegou a 0,30%). Em uma categoria com vários concorrentes que perseguem o mesmo Ibovespa, essa diferença importa: o BOVV11 também cobra 0,10%, mas há opções ainda mais baratas, como o BBOV11 (0,02%) e o BOVX11 (0,00%), enquanto outras, como o XBOV11, cobram 0,50% — cinco vezes mais para entregar, em essência, a mesma exposição ao mesmo índice.
