SpaceX se prepara para divulgar termos do IPO enquanto China bloqueia acesso a ações americanas
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SpaceX se prepara para divulgar termos do IPO enquanto China bloqueia acesso a ações americanas

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FinFocus Research

03/06/2026

As autoridades chinesas efetivamente impediram investidores de varejo do continente de comprar ações americanas por meio de corretoras offshore — uma repressão que se intensificou à medida que a oferta pública inicial recorde da SpaceX se aproxima de sua data de precificação, prevista para a próxima semana.

Em 22 de maio, a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China, junto com outras sete agências governamentais, anunciou que iria "reprimir com firmeza" as corretoras offshore Futu Holdings, Tiger Brokers e Longbridge Securities por captarem clientes chineses do continente de forma ilegal, sem licenças locais. Com a medida, os investidores do continente que já operam nessas plataformas só podem vender posições e sacar fundos — todas as novas ordens de compra e depósitos estão proibidos durante um período de encerramento gradual de dois anos.

As plataformas foram multadas em um total de 2,2 bilhões de yuans e tiveram seus lucros confiscados. Segundo a CNBC, a medida representa uma mudança estratégica voltada a redirecionar o capital e as empresas domésticas para Hong Kong.

O momento tem frustrado investidores chineses ansiosos para participar do que deve ser o maior IPO da história. A SpaceX pretende vender cerca de 555,6 milhões de ações a US$ 135 cada, buscando captar US$ 75 bilhões em uma listagem na Nasdaq. O roadshow teve início em 4 de junho, com a precificação prevista para 11 de junho e o início das negociações esperado para cerca de 12 de junho.

O Financial Times informou que investidores chineses temem perder a listagem da SpaceX como consequência direta da repressão regulatória. Investidores de Hong Kong ainda podem acessar o IPO por meio de corretoras locais em conformidade, embora limites patrimoniais mais elevados se apliquem, de acordo com o South China Morning Post

O aperto sobre corretoras faz parte de um endurecimento mais amplo. Estima-se que US$ 1 trilhão em capital não autorizado tenha saído da China no ano passado, levando as autoridades a agir. Em 1º de junho, o Conselho de Estado publicou novas regulamentações abrangentes sobre investimentos no exterior — com vigência a partir de 1º de julho — que conferem a Pequim autoridade legal formal para exigir o desfazimento de transações internacionais já concluídas e impor penalidades a operações transfronteiriças não autorizadas.

As regulamentações também têm como alvo transferências de tecnologia e dados, e autorizam explicitamente o governo a sancionar empresas estrangeiras cujos países de origem restrinjam investimentos chineses. Analistas afirmam que o conjunto de medidas representa o esforço mais agressivo de Pequim até agora para retomar o controle sobre os fluxos de capital, em um momento em que os mercados globais estão atraindo grande interesse de investidores individuais chineses.

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