Glossário do Investidor — Cap. 19: Risco e oscilação
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Glossário do Investidor — Cap. 19: Risco e oscilação

Risco é a chance de um investimento subir ou descer de valor com o tempo — e oscilar não é o mesmo que perder dinheiro de verdade.

O que é

Risco, no mundo dos investimentos, é a chance de o valor de um investimento subir ou descer com o tempo. Oscilar é isso: o preço vai e volta, sobe num dia, cai no outro. Isso é diferente de perder dinheiro de verdade. Você só perde, de fato, quando vende um investimento por um valor menor do que pagou. Enquanto não vende, a queda no preço é só um número na tela — pode voltar a subir depois.

Por que isso importa para você

Quem está começando costuma entrar em pânico ao ver o valor de uma ação ou de um fundo cair. É natural: ninguém gosta de ver o próprio dinheiro "encolher" na tela do celular. Mas confundir oscilação com prejuízo leva a decisões ruins, como vender tudo no pior momento, justamente quando o preço está mais baixo, transformando uma queda temporária em perda definitiva. Entender essa diferença é o que permite manter a calma e dar tempo para o dinheiro se recuperar.

Um exemplo com números

Em fevereiro e março de 2020, no início da pandemia de Covid-19, o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa (que reúne as ações mais negociadas do país), caiu cerca de 45% em poucas semanas. Quem olhava a tela naquele momento via o dinheiro sumindo. Mas quem não vendeu viu o índice se recuperar: entre o pior dia, 23 de março de 2020, e o fim daquele mesmo ano, o Ibovespa subiu 87%, terminando 2020 com alta acumulada de cerca de 3% (dado de mercado referente ao ano de 2020). A oscilação foi violenta, mas só virou perda de verdade para quem vendeu no meio do caminho.

O erro comum

O erro mais comum é olhar o investimento todos os dias e reagir a cada oscilação, como se fosse um placar de quem ganhou ou perdeu na hora. Isso vale tanto para quem entra em pânico e vende na baixa quanto para quem se anima demais e compra mais na alta sem pensar no motivo. Outro erro é achar que existe risco zero: até guardar dinheiro embaixo do colchão tem risco, porque a inflação (a subida geral dos preços) corrói o valor do dinheiro todos os meses, mesmo sem nenhuma oscilação visível.

O que fazer com isso

Antes de colocar dinheiro em algo que oscila, vale perguntar: esse dinheiro vai fazer falta em breve, ou pode ficar parado por anos? Quanto mais tempo o dinheiro puder ficar investido, mais fácil é atravessar as oscilações sem se machucar. Na prática, isso significa escolher cada investimento pelo prazo e pela oscilação que você consegue tolerar sem perder o sono, e não pelo que rendeu no mês passado. Comparar as opções, entender o risco de cada uma e ajustar a mistura conforme o tempo passa é trabalho contínuo; contar com esse acompanhamento revisado por um analista credenciado tende a poupar boa parte da tentativa e erro de quem faz isso sozinho, sem experiência.

Conteúdo informativo, não constitui recomendação de investimento. Analista responsável: CNPI Nº 261 — Solis Research Ltda.

Este conteúdo é produzido pela FinFocus Research (Solis Research Ltda · CNPJ 57.134.270/0001-02), credenciada pela APIMEC sob o nº 261 e autorizada pela CVM (Res. 20/2021). Não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.