O que ficou da semana
Neste domingo, o Brasil elege presidente, governadores e parte do Congresso no primeiro turno das eleições gerais — a apuração começou a ser divulgada pelo TSE a partir das 17h, com um eventual segundo turno, marcado para 25 de outubro, já no radar das mesas de operação. Esse é o fato que deve abrir a semana nos mercados domésticos, sobreposto aos números que a Bolsa já havia fechado na sexta-feira: o Ibovespa encerrou o pregão em alta de 2,63%, a 192.114,55 pontos — o maior nível de fechamento desde 22 de abril —, acumulando ganho semanal de 4,71%. O dólar recuou 0,13%, a R$ 5,216. Em Nova York, Dow Jones (+0,49%), S&P 500 (+0,79%) e Nasdaq (+1,19%) também subiram, impulsionados por dados mais fracos do mercado de trabalho americano, que reforçaram apostas em um Fed mais inclinado a cortar juros. Nas commodities, o ouro caiu 0,95%, a US$ 4.162,30 a onça-troy, interrompendo quatro sessões seguidas de alta, e o petróleo recuou com força — Brent -2,51% (US$ 99,74) e WTI -3,8% (US$ 89,34) — pressionado por sinais de possível liberação de estoques de diesel e petróleo bruto.
A agenda que importa
Na segunda (5/10), às 11h, saem o PMI Composto (S&P Global) e o ISM de Serviços dos EUA referentes a setembro — primeiro termômetro da atividade americana na semana. Na terça (6/10), é a vez da balança comercial dos Estados Unidos. O ponto mais sensível vem na quarta (7/10), às 15h: a ata da última reunião do Fomc, que deve detalhar o grau de divisão do Fed sobre o ritmo de cortes de juros — tema que move dólar e ativos de risco no mundo todo. Na quinta (8/10), saem os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA. E na sexta (9/10), Brasil e EUA se cruzam: o IBGE divulga o IPCA de setembro às 9h — a última leitura cheia de inflação antes da próxima reunião do Copom, em novembro —, enquanto os EUA publicam, às 11h, o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan.